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Perdidos e Achados: Uma paleta que guarda as memórias do mundo

Data de publicação
31 Maio 2026
12:02

Entre as montanhas da Madeira, esconde-se uma terra vermelha que mudou o percurso artístico de Cristina Perneta. Encontrou-a em 2009, durante uma caminhada por uma levada até uma ribeira no Funchal. A cor intensa daquele solo iluminou o caminho para que surgisse uma pergunta que ainda hoje continua a orientar o seu trabalho: “como seria criar unicamente com os elementos da natureza?”.

Dessa descoberta nasceram as primeiras pinturas feitas apenas com terra e água sobre papel de seda. O que poderia representar uma mera experiência estética, acabou mesmo por significar o início de uma relação diferente com a própria pintura.

  • Perdidos e Achados: Uma paleta que guarda as memórias do mundo

“Foi assim que a terra começou a ser simultaneamente a matéria-prima e fonte de inspiração no meu trabalho”, recorda a artista madeirense, cuja obra tem vindo a explorar temas ligados à paisagem, à memória ancestral e à ligação entre o ser humano e o território.

  • Perdidos e Achados: Uma paleta que guarda as memórias do mundo

No atelier onde trabalha, Cristina Perneta guarda pequenos frascos e amostras recolhidas ao longo dos anos. São pigmentos recolhidos em diferentes geografias, da Madeira à África do Sul. Chama-lhe “uma pequena coleção de cores da terra”, construída devagar, como quem preserva fragmentos do mundo.

Leia mais na rubrica ‘Perdidos e Achados’ da edição impressa deste domingo do JM.

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silviamariamata@gmail.com

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