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Museu Etnográfico promove oficina sobre bolo do caco

Lígia Neves

Jornalista

Data de publicação
11 Março 2026
12:20

O Museu Etnográfico da Madeira promove, no próximo sábado, dia 14, entre as 10h00 e as 12h30, a oficina ‘Do Caco à Massa’, uma iniciativa aberta ao público em geral que pretende dar a conhecer técnicas tradicionais associadas à sua confeção do emblemático bolo do caco.

A oficina integra-se no âmbito da exposição temporária Cantaria Mole, patente naquele museu até 21 de março, e será orientada por Agostinha Reis, Fátima de Jesus e José Santos, assistentes técnicos da instituição.

A sessão será dividida em dois momentos distintos. No primeiro, os participantes poderão assistir à execução da pedra utilizada para cozer o bolo do caco, trabalhada em cantaria mole, acompanhando todo o processo de construção. Os participantes poderão, além do mais, experimentar algumas das técnicas tradicionais utilizadas na sua elaboração.

Num segundo momento, será apresentada a confeção do bolo do caco segundo uma receita tradicional recolhida no Porto Santo, conduzida por Maria José Neves.

“Historicamente, este pão era cozido sobre um caco de pedra, um bloco achatado que normalmente não tinha outro aproveitamento. A peça era colocada sobre cinza ou lume direto, permitindo cozer o pão em forma de bolo redondo e achatado. Este método era particularmente importante para as classes menos abastadas, que assim conseguiam cozer pão sem recorrer aos fornos públicos pagos”, descreve, em comunicado, a Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, entidade que tutela o Museu Etnofráfico.

Mais descortina que a origem do bolo do caco é considerada “controversa”, sendo que o termo “poderá derivar do latim caccabum, que significa panela ou caldeirão”. “Alguns autores definem o caco como uma pedra ou chapa de ferro onde se coze o bolo de trigo, enquanto outros descrevem o utensílio como uma lâmina espessa de ferro ou de olaria destinada à cozedura destes bolos”, explica a Secreataria, lembrando que, nos dias que correm, em algumas casas da Região, mantém-se viva a tradição de amassar o pão à mão e cozer o bolo do caco sobre uma pedra de tufo aquecida no lar.

Para o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, iniciativas como esta “são fundamentais para valorizar e preservar o património cultural da Região”. “Atividades como a oficina ‘Do Caco à Massa’ permitem aproximar o público das nossas tradições, mostrando não apenas os objetos e os saberes, mas também os processos e as histórias que fazem parte da identidade madeirense”, afirma.

O governante sublinha, ainda, o trabalho desenvolvido pelos serviços educativos do Museu Etnográfico da Madeira. “Ao proporcionar experiências participativas, o museu cumpre um papel essencial na transmissão do conhecimento entre gerações e na valorização de práticas tradicionais, como a confeção do bolo do caco, que são um símbolo da nossa cultura”, remata

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