“A luz de Cristo” é força e sentido de vida, diz bispo na Vigília Pascal

“A Luz de Cristo!” — “Graças a Deus!”, foi com esta frase que o bispo do Funchal principiou a Vigília Pascal deste sábado Santo, a celebração central de todo o ano litúrgico, na igreja da Boa Nova.

“Celebramos, hoje, a luz daquele que, ressurgido das trevas do sepulcro e vencedor do pecado e da morte, salva, transformando toda a realidade, oferecendo-lhe a Verdade como luz e sentido”, disse D. Nuno Brás no início da homilia da Vigília Pascal, com o tema central “A luz de Cristo!”.

O bispo do Funchal lembrou ainda que “a história das civilizações, das conquistas e descobertas” é, marcada pela generosidade, mas também “pelo mal, pelo egoísmo e pelo pecado”, sublinhando que a humanidade recebe da luz, da vida de Cristo ressuscitado “a sua energia, o seu dinamismo”. Declarou também que os protagonistas da história humana, heróis ou desconhecidos, “todos nós, cristãos ou não”, contribuímos para a construção ou destruição da “vitória definitiva de Cristo ressuscitado”.

A partir da Igreja da Boa Nova, o responsável católico explicou que a história da salvação “dirige-se, toda ela, para Cristo ressuscitado, e nele encontra o seu centro”, desde a criação do mundo.

Adianta ainda que “Cristo foi a Palavra que o Pai proferiu ao criar o universo”. Sendo, que “todo o caminho do mundo tem uma meta: Cristo. Que “ilumina, atrai, conduz, mostra a Sua presença” e é também a chave do conhecimento.

“A luz da razão, que nos permite a ciência e a técnica, o pensamento concreto e abstracto, também ela encontra em Cristo ressuscitado a chave, a luz que a ilumina e leva mais longe”, escreve no texto da homilia, enviado às redações.

Na celebração à porta fechada, transmitida pela RTP/M, o bispo disse que o drama da existência humana também “encontra em Cristo ressuscitado a luz que lhe revela o sentido. Desde o milagre da concepção e nascimento de um ser humano, passando pelo mistério do sofrimento e da dor, às alegrias das conquistas e vitórias: à luz de Cristo ressuscitado, tudo é iluminado com a luz da vida eterna — a luz da vitória sobre o pecado e a morte”.

Nuno Brás disse também que Cristo “é luz que dá coragem não só para nos convertermos a nós como também para mudar o mundo, para o ir divinizando, transformando-o cada vez mais de acordo com o sonho de Deus”.

O bispo disse ainda que “Cristo ressuscitado é luz que reúne a Igreja, e faz de nós todos, saídos das águas do baptismo, membros uns dos outros, membros do seu corpo”.

Na parte final da homilia, o responsável católico sugere que nos deixemos “invadir por esta luz fulgurante” e “caminhemos, sem medo, iluminados por Cristo ressuscitado”.

Este domingo, D. Nuno Brás, vai presidir à Missa de Páscoa, às 11h00, na Sé do Funchal.