O bispo do Funchal disse hoje que o ataque com um cocktail molotov contra um grupo de pessoas que participava, a 20 de março, na “Marcha Pela Vida”, em Lisboa, teve “motivações religiosas”.
“Com certeza. Também teve uma base religiosa. Claro que sim”, disse o responsável da Diocese do Funchal, ao JM, momentos antes de presidir a uma cerimónia que reproduziu a via-sacra, em frente à Igreja do Colégio, a qual foi desenvolvida pela Pastoral Juvenil da Diocese do Funchal e pelo Grupo de Jovens de Santa Luzia.
D. Nuno Brás diz ser “preocupante” que haja cristãos a serem “perseguidos em Portugal” e não tem dúvidas de que o ataque contra a Marcha Pela Vida “também teve uma base religiosa”.
“Os cristãos estavam lá abertamente. Os bispos apelaram à participação naquela marcha”, lembrou, denunciando que “à cultura dominante faz problema que haja o cristianismo que diga que a vida deve ter outros valores e deve ter outro modo de caminhar”.
“É inquietante, até porque nos toca a nós, portugueses”, acrescentou. De todo o modo, D. Nuno Brás referiu que os cristãos vivem episódios como esse com “toda a serenidade” porque estão “habituados a serem perseguidos desde o princípio”.