Santa Cruz aprova Orçamento de investimento e apoio social

Santa Cruz aprovou hoje, apenas com o voto dos eleitos pelo JPP, o Orçamento para 2013. Nas palavras do presidente Filipe Sousa, este é o maior orçamento real que Santa Cruz já teve na sua história financeira, e, mais do que nunca, é um orçamento que cumpre, na íntegra, os quatro eixos do programa eleitoral sufragado pela população e assente na sustentabilidade ambiental, na coesão social, na coesão territorial e na Marca Santa Cruz.

O orçamento tem o valor de 28,1 milhões de euros, mas atingirá o valor global final de 38 milhões de euros, quando em janeiro for acrescentado o saldo de gerência, as transferências do Orçamento de Estado e o empréstimo que a autarquia pretende contrair para investimento.

Filipe Sousa diz que o desafogo financeiro que está vertido neste orçamento resulta da gestão rigorosa iniciada em 2014.

As principais apostas em termos de investimento serão a requalificação urbana, na qual se destaca a reabilitação da Praça em frente ao Caniço Shopping, no valor de dois milhões de euros, e a requalificação da Praia das Palmeiras, num investimento de dois milhões. Paralelamente, a autarquia vai continuar a investir na rede vária e no ambiente, nomeadamente no combate às perdas de água, com valores superiores a dois milhões de euros. Previsto está também o reforço das transferências de capital para as juntas de freguesia.

Filipe Sousa destaca, ainda, a aposta na área social, dado que além dos programas de apoio social que estão já em curso, estão previstos dois novos programas, sendo estes o apoio ao pagamento de prestações com a habitação e o pagamento das creches. Nesta área social, há um reforço de 600 mil euros. Isto porque se prevê que "as famílias possam ser prejudicadas pelo aumento da inflação e das taxas de juro, daí o reforço das medidas sociais". Na mesma ótica, o Município já decidiu não fazer repercutir na fatura da água cobrada pela autarquia os aumentos anunciados pelo Governo Regional, através da ARM, no fornecimento de água potável em alta. Aliás, lembra que têm sido os sucessivos orçamentos municipais que sempre têm suportado esses aumentos.

"O presente orçamento será executado num ano que exigirá de todos nós responsabilidade e empenho, por forma a não comprometermos a dinâmica de investimento que temos vindo a implementar, mas também a não esquecermos que 2023 será um ano difícil para muitos, com a subida da inflação, dos preços, das prestações bancárias e com todos os problemas sociais a ela associados, nomeadamente com a quebra do poder de compra das famílias e com o rombo nos já parcos e contados orçamentos familiares", sublinhou o autarca. Assim, "a par de importantes investimentos que queremos continuar a privilegiar, na eficiência energética, no combate às perdas de água, no saneamento, no ambiente e na reabilitação de áreas urbanas com o objetivo de tornar as nossas cidades e vilas cada vez mais atrativas, vamos voltar, porque a realidade assim o exige, a apostar nos apoios sociais, reforçando-os e alargando o seu âmbito de intervenção".

"Num ano que se prevê difícil, não podemos esquecer ninguém, muito menos as famílias que escolheram este concelho para viver. A par com os apoios já existentes, como as bolsas de estudo, o fundo de emergência social, os apoios na saúde, vamos criar apoio ao pagamento das creches, aliviando os pais de mais este encargo, e apoio a pagamento de rendas e prestações ao banco no âmbito da habitação", realçou.

Filipe Sousa disse não estranhar o chumbo da coligação PSD/CDS, que apresentou as costumeiras razões para chumbar mais este orçamento que vai permitir investimento e apoio social. "Mas estamos cá nós para defender quem precisa e para recordar de que lado tem estado a nossa oposição", vincou.