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Madeira leva 100 camaradas à Festa do Avante

JM-Madeira

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Data de publicação
02 Setembro 2022
10:45

Cerca de 100 madeirenses, militantes ou simpatizantes do PCP, estão presentes na Festa do Avante, a tradicional reunião a anual dos comunistas, na Quinta da Atalaia e Cabo da Marinha, na Amora (Seixal), cujo a organização estima que ao longo dos três dias possam por ali passar mais de 100.000 pessoas. "Voltamos em força", assegura Ricardo Lume, após alguns anos mais tímidos, por via da pandemia.

Os 100 madeirenses que viajaram da Madeira não serão recorde, com Ricardo Lume a lembrar que antes da pandemia chegaram a ir mais pessoas, mas a ressalvar que se trata de um número em crescente nos últimos anos. O dirigente destaca que a participação madeirense não se fica por essa centena de pessoas, dados que "como é habitual, muitos madeirenses residentes em território continental também se juntam a nós, pois o nosso pavilhão funciona um pouco também como esse ponto de encontro".

A festa do Avante arranca nesta sexta-feira, com uma maior animação a partir das 19h00, e prolonga-se até à noite de domingo, com intervenções políticas. Nesta manhã, o tempo é ainda de preparação de barracas, podendo-se constatar na foto aquilo que vaio sendo feito no espaço dos comunistas madeirenses.

"Tendo em conta que os dois últimos anos realizamos a festa num contexto de pandemia, este ano são esperadas muito mais pessoas", projeta Ricardo Lume que fala, "sem dúvida, num dos maiores eventos políticos, culturais e gastronómicos do País".

Quanto "à nossa participação [madeirenses] na festa, este ano aumentamos bastante a nossa presença, ao nível de participantes, com cerca de 100 camaradas que viajam da Madeira, que, no fundo, levam também a debate a promoção da Região", lembrando outras temáticas associadas, ao nível da gastronomia, "como a poncha, o bolo do caco, a carne de vinha d’alhos e a espetada. Nada faltará…. Será como uma embaixada da Madeira aqui no Continente". Aliás, lembra, "desde a primeira Festa do Avante - que vem já do longínquo dia 24 de setembro de 1976, então na FIL - que a nossa organização tem um espaço próprio. Nos anos de pandemia reduzimos, mas agora voltamos em força".

Na questão cultural, "apresentamos também aso nossos visitantes uma retrospetiva da ‘Revolta do Leita’, de 1936, na Madeira, para lembrar que os madeirenses também muito lutaram contra a ditadura fascista e que que a Região foi onde existiu uma das maiores lutas e um das maiores repressões sobre as pessoas que se manifestaram contra essa ditadura fascista. Foi na Madeira que isso se registou e muita gente nãos e lembra disso. E nós faremos questão de o recordar até porque é uma realidade desconhecida de muitos madeirenses e ainda mais de muitos continentais". Os madeirenses "formam um povo que sempre lutou contra a ditadura fascista".

No âmbito meramente política, "não, não estão previstas intervenções de militantes e/ou dirigentes madeirenses. Haverá um comício no domingo, onde existirá intervenção política do secretário geral, Jerónimo Sousa. Jerónimo de Sousa que, de resto, enfrenta uma liderança extremamente pacífica. "Sim, o congresso elegeu um Comité Central, que por seu lado elegeu o secretário geral e é normal os dirigentes do PCP cumprirem o seu mandato. Neste contexto, não existe qualquer outra questão relacionada com essa matéria e não há aqui frações dentro do próprio partido, conforme assegura Ricardo Lume.

David Spranger

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