PCP diz que 28% da população não tem médico de família

O PCP esteve hoje junto do Centro de Saúde da Nazaré para abordar a importância dos cuidados de saúde primários e a importância de todos os utentes dos SESARAM terem direito a um médico de família.

Nesta ação política o deputado do PCP, Ricardo Lume, lembra que os cuidados de saúde primários significam, na Região, a primeira forma de contacto dos cidadãos com o Serviço Regional de Saúde, sendo entendidos como o primeiro meio de acesso aos cuidados de saúde.

Nesse sentido, o deputado salienta a importância de todas as famílias terem um médico de família de forma a terem acompanhamento ao longo da sua vida.

“Esse médico que saberá todo o seu histórico de doenças e é a ele que você vai recorrer caso não se sinta bem. Ele tem a responsabilidade de acompanhar durante a sua doença e depois, criando um vínculo real com o paciente”, indica.

Ricardo Lume recorda que, em 2015, no primeiro programa de Governo de Miguel Albuquerque o objetivo era que até 2019 todos os madeirenses e porto-santenses tivessem acesso ao seu médico de família.

“Lamentavelmente, em dezembro de 2019 ainda existiam 30,3% da população da Região sem médico de família. Um ano depois o número de utentes na Região sem médico de família apenas foi reduzido em 2%, uma redução muito lenta tendo em conta a importância de garantir que cada utente do SESARAM tenha um médico de família”, aponta Ricardo Lume.

No início de 2021, lembra ainda o deputado do PCP, “muitos utentes do Centro de Saúde Dr. Rui Adriano de Freitas, situado na Nazaré, Freguesia de São Martinho, tinham médico de família. Mas, ficaram sem esse direito, até à presente data, pelo facto de dois dos médicos terem atingido a idade da reforma e deixado de trabalhar”, afirma, frisando que, entretanto, “o SESARAM ainda não garantiu a substituição dos referidos profissionais de saúde por outros capazes de assegurar o direito dos utentes a médico de família”.

Por tudo o que foi exposto, o PCP considera que “é fundamental garantir a todos os madeirenses e porto-santenses o acesso ao médico de família, assim como a garantir de consultas regulares e presenciais. Só assim estaremos a progredir no reconhecimento do direito para todos aos cuidados de saúde”.