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Sindicato acusa presidente a Associação dos Bombeiros de Santana de autoritarismo e gestão “prepotente”

Paulo Graça

Jornalista

Data de publicação
19 Janeiro 2026
13:00
Num comunicado divulgado nas redes sociais, o SNPC afirma acompanhar “com muita preocupação e sentido de responsabilidade” a situação vivida na corporação de Santana, apontando críticas diretas à liderança da associação e à forma como tem sido conduzida a gestão interna.

O Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC) acusa o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Profissionais de Santana (AHBPS), Martinho Freitas, de atuar com prepotência, autoritarismo e falta de diálogo, denunciando aquilo que considera ser uma marginalização sistemática do maior sindicato representativo dos bombeiros na Região Autónoma da Madeira (RAM).

Segundo o sindicato, têm sido feitas várias tentativas de reunião com a direção da associação, sem sucesso, acusando o presidente de impor decisões de forma unilateral, sem ouvir os bombeiros nem as estruturas sindicais. O SNPC fala mesmo num clima de “prepotência e autoritarismo inaceitável”, que, no seu entender, compromete os interesses dos profissionais e o bom funcionamento da corporação.

O sindicato contesta ainda a aprovação de um Acordo de Empresa (AE), que considera juridicamente frágil e pouco representativo, por não ter ouvido a maioria dos trabalhadores sindicalizados. O SNPC recorda que apresentou, há mais de um ano, uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) à Federação de Bombeiros da RAM, sem que, até ao momento, tenha obtido qualquer resposta.

No comunicado, o sindicato sublinha que um corpo de bombeiros “pode dispensar uma direção, mas uma direção não existe sem bombeiros”, defendendo que as decisões relativas a escalas de serviço, acordos laborais e condições de trabalho devem ser discutidas e concertadas com os profissionais.

O SNPC garante que continuará a recorrer aos órgãos de comunicação social para denunciar a situação, lamentando que o diálogo institucional tenha sido substituído, alegadamente, por práticas de exclusão e desvalorização dos bombeiros de Santana.

“O que não iremos permitir é a marginalização dos bombeiros e dos seus representantes sindicais”, conclui o sindicato, reafirmando solidariedade para com os bombeiros da Região Autónoma da Madeira e, em particular, com os profissionais de Santana.

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