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Recandidatura de Albuquerque ao PSD-M é um embaraço para a autonomia regional

Data de publicação
20 Fevereiro 2024
14:18

O líder da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, considerou hoje que a intenção de Miguel Albuquerque de se recandidatar à liderança do PSD/Madeira é um embaraço para a autonomia regional e para o partido.

“Miguel Albuquerque não está limitado nos seus direitos, mas creio que é um embaraço para a autonomia regional se insistir nessa intenção de se candidatar outra vez e é um embaraço para o PSD”, disse Rui Rocha, em declarações aos jornalistas no Funchal.

O líder da IL comentava o facto de o presidente do PSD/Madeira ter revelado na segunda-feira, depois da reunião da Comissão Política Regional do partido, que “quase de certeza” se irá recandidatar ao cargo, cujas eleições internas foram marcadas para 21 de março.

“É um direito que tem, mas eu creio que era importante que os atores políticos, os responsáveis políticos, percebessem que há, como às vezes dizem, um tempo da justiça e o tempo neste momento para Miguel Albuquerque é o tempo da justiça, é o tempo de fazer a sua defesa”, considerou, durante uma ação de pré-campanha eleitoral no Mercado dos Lavradores, no Funchal.

No entender de Rui Rocha, a decisão instrutória “é precária, é provisória” e “não afeta a essência do processo”.

A Madeira vive uma crise política que decorre da demissão de Miguel Albuquerque, depois de ter sido constituído arguido no âmbito de um processo em que são investigadas suspeitas de corrupção no arquipélago, o que levou à queda do seu executivo, de coligação PSD/CDS-PP, com o apoio parlamentar do PAN.

“O tempo da política não permite que alguém que está em condição de arguido por exercício de funções, por questões que foram suscitadas no exercício das suas funções, queira voltar a exercer essas funções”, insistiu o líder da IL.

Em 24 de janeiro, a Polícia Judiciária (PJ) realizou cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente, no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.

Na sequência desta operação, a PJ deteve o então presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), que também já renunciou ao cargo, o líder do grupo de construção AFA, Avelino Farinha, e o principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, Custódio Correia.

Os três arguidos foram libertados na quarta-feira com termo de identidade e residência, três semanas após as detenções.

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