A presidente do PS Madeira defendeu, hoje, que o Hospital Nélio Mendonça se mantenha na esfera pública e ao serviço da Saúde, considerando que o mesmo deve funcionar como uma solução intermédia, “colmatando a lacuna atualmente existente na Região, a este nível”.
Em conferência de imprensa, Célia Pessegueiro aproveitou para esclarecer que, “ao contrário daquilo que tem vindo a ser afirmado pelo Governo, o hospital não tem de ser vendido”. “É claro, na resolução do Conselho de Ministros, que, em caso de venda, o valor reverte para abater dívida da Madeira”, especificou, vincando que “nem se trata de abater dívidas” associadas à saúde. “Se se mantiver na saúde, continua a ser património da Região e não há nenhuma obrigatoriedade de venda”, frisou.
Por outro lado, a líder socialista deu conta que este é um edifício que oferece condições, tendo em conta as intervenções de reabilitação de que tem sido alvo. Como adiantou, além dos investimentos públicos na ordem de 4 milhões de euros que foram feitos nos últimos seis meses, está também a decorrer um outro concurso público, lançado em novembro, no valor de 3 milhões de euros. “Estamos a falar, só no espaço de seis meses, em 7 milhões de euros de investimento na reabilitação do edifício”, reforçou.
Célia Pessegueiro sublinhou que, no pós-2030, já com o Hospital Central e Universitário em funcionamento, a atual unidade hospitalar deve funcionar como uma “solução intermédia entre hospital e lar”, dando resposta às necessidades que atualmente existem, nomeadamente ao nível dos cuidados paliativos e para acomodar as situações de altas problemáticas.
A propósito, a dirigente socialista apontou que são as próprias entidades que gerem lares que têm vindo a alertar para o facto de estarem a receber pessoas que não precisam de estar numa situação de internamento em ambiente hospitalar, “mas que ainda precisam de cuidados médicos que os próprios não têm as condições adequadas para dar”.
A líder socialista considerou, ainda, que esta pode ser também “a oportunidade para fazer um planeamento adequado ao nível da oferta formativa, para corresponder aos profissionais de saúde e ao pessoal técnico e auxiliar que serão necessários”.
“Há todas as razões para que este equipamento se mantenha na esfera pública. Aliás, é essa a vontade dos madeirenses”, rematou.