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PS defende ‘Nélio Mendonça’ como hospital de reabilitação e para cuidados continuados

Data de publicação
23 Janeiro 2026
15:16

O PS-Madeira discorda da venda das atuais instalações do Hospital Nélio Mendonça, intenção que foi reafirmada hoje pelo presidente do Governo Regional.

Através de um comunicado, a presidente dos socialistas madeirenses salienta que esta é uma infraestrutura que faz falta à Região, defendendo que deve ser usada como hospital secundário de referência, especializado em valências cruciais como cuidados continuados, cuidados paliativos, unidade do doente frágil e hospital de reabilitação.

De acordo com Célia Pessegueiro, “não faz sentido” que a Madeira fique sem uma infraestrutura pública da “dimensão e natureza” do atual hospital, que “pode e deve ser usada para dar resposta às muitas carências” que a Região enfrenta nestas áreas.

A líder socialista alerta para a persistente realidade das pessoas em situação de alta clínica (atualmente são cerca de 250), muitas delas a precisarem de fazer reabilitação para poderem voltar às suas casas, evidenciando que as atuais instalações deveriam passar a ter uma área reservada para esta valência. A estas, juntam-se, por exemplo, os utentes que necessitam de cuidados continuados e paliativos, que poderiam aqui ter o espaço adequado para receberem o devido acompanhamento.

Célia Pessegueiro afirma que o novo Hospital Central e Universitário “não vai ser a panaceia para a resolução de todos os problemas da Saúde na Região” e, como tal, salienta que se as atuais instalações do ‘Nélio Mendonça’ forem alocadas a estas valências, esta será também uma forma de libertar a nova infraestrutura para o fim a que se deve destinar efetivamente: “a prestação de cuidados hospitalares”.

Acresce que, como salienta a presidente dos socialistas madeirenses, o Hospital Nélio Mendonça tem vindo a ser alvo de sucessivas intervenções, com alas e serviços renovados, criação de novos espaços, um estacionamento público, entre outros.

“Não faz qualquer sentido, depois de tanto investimento público, vender uma infraestrutura que está preparada para acolher as referidas valências de reabilitação, cuidados continuados e paliativos”, refere. Isto, quando, sublinha, há tantas carências e a Região não se revela capaz de dar as respostas necessárias a este nível. “Os madeirenses não só não compreendem, como não aceitam esta decisão do Governo de Miguel Albuquerque”, frisa.

Por outro lado, Célia Pessegueiro lança fortes críticas ao facto de, “uma vez mais, o Executivo ceder aos interesses imobiliários, em detrimento dos interesses dos madeirenses”.

“Esta decisão só vem comprovar que, para este Governo Regional, há “interesses superiores aos do povo da Madeira, o que é condenável e inaceitável”, censura a presidente do PS-M.

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