“As atuais regras de acesso continuam a tratar os madeirenses residentes no estrangeiro como se fossem turistas na sua própria terra”. Palavras de Paulo Cafôfo, PS, esta manhã, a apresentar o voto de protesto contra restrições no acesso de emigrantes madeirenses a percursos pedestres.
O Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Madeira entregou, a 27 de fevereiro de 2026, um voto de protesto na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira contra as restrições ao livre acesso de madeirenses residentes no estrangeiro aos percursos pedestres classificados da região.
O documento, dirigido à presidente da Assembleia Legislativa, contesta a manutenção da obrigatoriedade de pagamento para emigrantes madeirenses no acesso a estes trilhos, mesmo após a recente alteração da Portaria n.º 801/2025. Segundo o PS-M, esta exigência representa um tratamento discriminatório, uma vez que obriga cidadãos nascidos na Madeira ou lusodescendentes a pagar para usufruir de um património natural que consideram ser parte integrante da sua terra de origem.
No voto de protesto, os socialistas sublinham que muitos emigrantes se sentem “tratados como verdadeiros estrangeiros na sua própria terra”, apesar de desempenharem um papel relevante na promoção da Madeira além-fronteiras.
“Falamos de homens e mulheres que são todos os dias verdadeiros embaixadores da Madeira. (...) A Madeira é una”, elaborava o socialista Paulo Cafôfo na apresentação do documento.
Por fim, apelou ao Governo Regional para que passe das “intenções vagas”, fundamentava Paulo Cafôfo. “Este voto de protesto é um apelo de justiça, de respeito e de coerência”.