Decorre esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, o 6.º debate mensal desta legislatura subordinado ao tema da Proteção Civil.
Conta com a presença do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, ladeado pelos secretários da Saúde e Proteção Civil, Micaela Freitas, e pelo secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus.
O presidente do Governo Regional defendeu no palanque, que o setor deve permanecer “imune ao populismo e às simplificações fáceis”, sublinhando o seu caráter técnico e de serviço público.
Na sua intervenção, Miguel Albuquerque afirmou que “a Proteção Civil é, por natureza e por missão, um espaço de responsabilidade, de rigor e de serviço público”, reforçando que este sistema “não vive de promessas”, mas sim de “planeamento, prevenção, coordenação, formação, atividade de socorro e competência técnica”.
O governante destacou que, na Região, a Proteção Civil está “centrada única e exclusivamente na segurança e proteção dos madeirenses, porto-santenses e dos milhões de turistas que nos visitam anualmente”, lembrando que a gestão de emergências, como incêndios, inundações ou acidentes, exige “conhecimento técnico, coordenação rigorosa e decisões rápidas, tomadas com base na ciência, na experiência e na proteção da vida humana”.
Sem referir diretamente a oposição, criticou discursos que considera desajustados à complexidade da área. “Nada disto se compadece com fúteis discursos que procuram dividir, simplificar ou instrumentalizar o medo”.
O social-democrata evocou ainda acontecimentos marcantes da Região, como o temporal de 20 de fevereiro de 2010 e os grandes incêndios florestais, considerando que são “lições que ficaram gravadas na nossa geografia e na nossa memória coletiva”, e que demonstraram “a resiliência do nosso povo” e uma capacidade de resposta “reconhecida internacionalmente”.
No contexto das alterações climáticas, o presidente do executivo regional defendeu uma aposta reforçada na prevenção, classificando-a como “o primeiro pilar da resposta” e “a base sobre a qual se constrói a proteção das pessoas, dos bens e do território”.
Durante o discurso, deixou também uma palavra de reconhecimento aos operacionais. “É de inteira justiça prestarmos uma homenagem e mostrarmos o nosso agradecimento a todos os homens e mulheres que, no terreno, provam que [...] todas as vidas contam e importam”.