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Proteja-se das burlas online com dicas práticas e eficazes. Saiba como identificar fraudes e segurança na navegação. Informe-se e evite prejuízos.
As autoridades portuguesas identificaram mais de vinte tipologias de burlas digitais relacionadas com o crime organizado. Algumas medidas simples podem evitar prejuízos financeiros e outros dissabores.
O crime mais denunciado em Portugal
Mudam-se os tempos, mudam-se os crimes. Portugal tem um registo de segurança bastante positivo, em comparação com outros países desenvolvidos, mas não escapa às tendências internacionais de aumento dos crimes cometidos por via digital.
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) revelou recentemente que este tipo de burlas é aquele que gera mais participações, mas as autoridades têm um problema difícil de gerir: é que os criminosos estão, geralmente, fora do território nacional.
A utilização da inteligência artificial tornou estas ameaças mais convincentes e sofisticadas. Mensagens personalizadas, sites falsos idênticos aos originais e contactos aparentemente legítimos tornam as vítimas mais vulneráveis, sobretudo se não estiverem prevenidas.
Gato escondido com o rabo de fora
As ligações incluídas em mensagens são um dos principais meios de ataque dos burlões. Tudo começa quando clicamos na palavra ou frase que criaram, que pode direcionar-nos para páginas falsas, instalar software malicioso nos dispositivos ou comprometer dados pessoais e bancários. Se isso acontecer, é como ter um criminoso permanentemente instalado em nossa casa, sem darmos conta.
As ligações deste tipo, porém, apresentam algumas características que podem ser identificadas com alguma simplicidade:
- Os URL têm pequenas alterações em nomes conhecidos
- Os domínios são desconhecidos ou encurtados
- As ligações são recebidas de contactos pouco habituais
Se não se sente confortável para fazer esta análise (às vezes, é apenas um detalhe que denuncia a burla), a melhor solução é utilizar um software especializado em verificar links maliciosos. Esta prática é particularmente importante ao aceder a ligações recebidas por e-mail, SMS ou através das redes sociais.
Reconhecer as táticas mais comuns
O phishing (roubo de dados por e-mail ou mensagem SMS) continua a ser uma das formas mais comuns de fraude, seguido das vendas falsas através de sites que imitam marcas verdadeiras e dos esquemas de investimento em plataformas com pouca reputação.
As entidades europeias de supervisão financeira consideram que as estratégias mais utilizadas neste tipo de esquemas aliam a ideia de urgência (“Se não pagar a conta da luz em atraso, o serviço será cortado esta tarde”) e a autoridade aparente do emissor (“Mensagem da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária”).
Na verdade, nenhuma empresa prestadora de serviços essenciais faz uma ameaça de corte sem avisos anteriores. Mas os mais precipitados deixam de lado – ou desconhecem – os cuidados a ter com a cibersegurança, apressando-se a pagar. E, a partir daí, recuperar esse valor é um martírio.
A propósito, todos os pedidos de dinheiro são um sinal de alerta. O melhor princípio a seguir é não pagar sem ter a certeza de que se trata de uma comunicação legítima, contactando a entidade emissora do aviso ou consultando a sua conta online, se a tiver.
Reconhecer os riscos evita problemas
A autenticação de dois fatores é um dos mais recentes métodos de segurança, devendo ser utilizada sempre que possível. Torna muito mais difícil o acesso às suas contas, mas deve ser acompanhada de outros hábitos de segurança:
- Os dados sensíveis são seus, por isso nunca os partilhe sem a garantia de que conhece quem faz o pedido
- Mantenha os seus dispositivos atualizados
- Evite utilizar redes wi-fi públicas, sobretudo para realizar operações sensíveis (como o acesso a contas bancárias)
Os conhecimentos de cibersegurança são uma necessidade real nos tempos atuais, e nunca é demais estar atento aos avisos das autoridades sobre as ameaças digitais mais comuns. As burlas online não vão desaparecer, mas a informação e as ferramentas adequadas ajudam a minimizar os riscos.