“O PS saúda a escolha da Proteção Civil para este debate, pertinente face ao estado do território”, começou por referir Sílvia Silva, PS, em pleno debate mensal, mas a acusar o Governo Regional de falhar na prevenção e na gestão da Proteção Civil.
A socialista considerou tratar-se também de “um ato de contrição”, afirmando que vir à Assembleia responder sobre incêndios “pode ser visto como o pedido de desculpas que nunca antes teve a coragem de fazer aos madeirenses”.
Sílvia Silva criticou o que considera ser um discurso repetido do Governo. “Infelizmente, o discurso que se repete é de que está tudo controlado, mas os exemplos mostram o contrário: o Governo da Madeira falha na prevenção e foge quando a Madeira está a arder”.
Entre os exemplos apontados, referiu projetos na área florestal e medidas de prevenção de incêndios, acusando o executivo de ineficácia e incoerência. Sobre um projeto de silvicultura, afirmou tratar-se de uma solução anunciada várias vezes “sem resultados”, concluindo que “oito anos e muito dinheiro depois o governo prepara-se para adotar uma solução que sempre recusou”.
A deputada apontou ainda críticas à gestão da floresta e à criação de faixas corta-fogo, alegando falta de investimento consistente. “Quando não há dinheiro da Europa, a floresta é abandonada e substituída por propaganda”.
Também a política relativa ao pastoreio foi visada, com Sílvia Silva a acusar o Governo de posições contraditórias ao longo do tempo e questionando a sua viabilidade futura. “Depois do seu governo destruir a pecuária (...) onde vão buscar capacidade e animais suficientes para travar o barril de pólvora em que a Madeira se transformou?”.