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Madeira: Diretor da PJ relembra que “caso não está encerrado, nem arquivado”

Data de publicação
15 Fevereiro 2024
16:38

“Caso não está encerrado, nem arquivado”. Estas são palavras do diretor-nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, o qual mais relembrou que “a investigação continua”.

Esta foi a reação do dirigente desta força investigativa após terem sido anunciada libertação dos três arguidos no caso de alegada corrupção na Madeira.

Embora preocupado, Luís Neves garantiu não estar frustrado com a decisão tomada no final do primeiro interrogatório judicial, ressalvando que o processo não ficará por aqui.

“O Ministério Público já informou que irá recorrer, sendo certo que apresentou suspeitos de cometerem factos criminalmente relevantes. O processo não está encerrado nem arquivado”, disse o próprio aos jornalistas, à margem da cerimónia de posse de 84 novos inspetores da PJ, manifestando ainda a sua “solidariedade” com a investigação.

Mais afirmou que esta medida cautelar não coloca em causa o trabalho da Polícia Judiciária.

“Vamos continuar com o nosso trabalho de vários anos nesta temática. Tenho total confiança e segurança no trabalho que temos vindo a fazer, mas há que respeitar as decisões dos tribunais”, reiterou, asseverando que não mudaria “rigorosamente nada” na atuação da força que dirige, uma vez que “os objetivos foram alcançados”.

“Não, não coloca em cheque o nosso trabalho, sabemos o que estamos a fazer, estamos seguros no que estamos a fazer, estamos convictos e muito motivados no trabalho que temos vindo a realizar há anos nesta investigação”, aditou.

Recorde-se que, esta quarta-feira, Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia, detidos há três semanas, receberam do juiz de instrução Jorge Bernardes de Melo a medida de coação menos gravosa, ficando, portanto, em liberdade com termo de identidade e residência.

A decisão foi fundamentada com a falta de indícios forte da prática dos crimes imputados aos três suspeitos, alegados crimes para os quais o Ministério Público pediu prisão preventiva. Este desígnio não foi satisfeito, tendo o ex-presidente da Câmara do Funchal e os dois empresários saído em liberdade.

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