A Juventude Popular da Madeira e a Juventude Popular dos Açores, reuniram-se no âmbito da reunião mensal de articulação política. O encontro juntou Leandro Silva e Tiago Rodrigues, presidentes das respetivas estruturas, para debater medidas e perspetivas de defesa dos interesses dos jovens madeirenses e açorianos.
Entre os temas em discussão esteve a posição do deputado do Chega Açores sobre a ligação aérea entre a Terceira e o Funchal, “entendida pelas duas estruturas como reveladora de uma visão centralista e contrária ao espírito autonómico”.
Para as juventudes populares, “a bota não bate com a perdigota quando deputados do Chega na Assembleia da República dizem defender as Regiões Autónomas, mas os próprios representantes do partido nas regiões assumem posições que contrariam essa mesma defesa. Na leitura das duas estruturas, trata-se de uma contradição política evidente, que expõe um partido sem linha coerente, sem prioridades definidas e sem verdadeira convicção autonomista”.
Leandro Silva e Tiago Rodrigues defendem que “a mobilidade entre arquipélagos deve ser encarada como instrumento de coesão, desenvolvimento e criação de oportunidades para os jovens, e não condicionada por uma lógica de dependência de Lisboa”.
“As duas estruturas saudaram o reforço da ligação aérea entre a Terceira e o Funchal, recentemente inaugurada na BTL pelo vice-presidente do Governo dos Açores e líder do CDS-PP Açores, Artur Lima, considerando que esta rota representa um passo importante na aproximação entre os dois arquipélagos e na criação de novas oportunidades de mobilidade, turismo e intercâmbio para os jovens açorianos e madeirenses”.
Para as juventudes populares, “esta ligação direta mostra que é possível reforçar a autonomia e a coesão atlântica através de soluções concretas”.
Na reunião, foi ainda reafirmado “o compromisso de reforçar a cooperação entre as estruturas da Madeira e dos Açores em matérias estratégicas para as novas gerações, com destaque para a mobilidade, emprego, habitação e autonomia”.