Em conferência de imprensa, na manhã desta quarta-feira, o grupo parlamentar do JPP acusou a Câmara Municipal de despesismo, garantindo que entre 2022 e 2023 foram celebrados quatro contratos valor de 840 mil euros, mais de um milhão se incluído o IVA, visando viagens e alojamentos ao longo desses dois anos.
Élvio Sousa, que esteve acompanhado de Paulo Alves, considera ser esta uma postura inaceitável numa altura em que serão pedidos aos funchalenses esforços adicionais, nomeadamente, conforme referiu, no aumento do valor da fatura da água e gestão de resíduos sólidos.
O líder parlamentar, que ao longo da oratória se referiu sempre a Pedro Calado e Cristina Pedra, e não apena são presidente que, entretanto, já renunciou, relevou que “temos de dar nota da política despesista da Câmara do Funchal. Enquanto as famílias e as empresas do Funchal estão a pagar o aumento do preço da água e dos resíduos sólidos na ordem dos 6%, o executivo gastou entre 2022 e 2023 mais de um milhão de euros na aquisição de serviços de viagens aéreas e marítimas e alojamento. Esta é uma das receitas despesistas de Pedro Calado e Cristina Pedra”, vincou, elencando o nome das empresas em questão e apontando, então, para aquele “montante de 840 mil euros sem IVA e mais de um milhão com IVA”.
“Em dois anos gastaram mais de um milhão de euros dos funchalenses em viagens e alojamentos, uma autêntica vergonha, ao estilo de Miguel Albuquerque e recordo a viagem à Venezuela”.
Dizendo que “importa escrutinar e investigar”, no seu habitual modus operandis, o JPP fez saber que “já seguiu esta manhã o requerimento para Cristina Pedra, presidente em exercício, de todas as despesas, de todos os papelinhos que comprovam este milhão de euros gasto dos contribuintes nesta política de viagens”.