O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, comentou o recuo no projeto de requalificação do Caminho das Ginjas.
Albuquerque explicou que a estrada existe desde os anos 70, mas em condições rudimentares: “Quando havia grandes índices de pluviosidade, arrastava material rochoso e lama, destruindo tudo. Não tinha drenagem”, disse. O objetivo do Governo passava por criar uma estrada requalificada, com drenagem adequada, garantindo acessibilidade para combate a incêndios e uma nova via de ligação a São Vicente.
O presidente lamentou que os atrasos judiciais tenham comprometido a execução da obra: “As verbas que tínhamos para concluir esta via, uma aspiração da população de São Vicente e de qualquer pessoa de bom senso, foram afetadas devido ao decurso de quatro anos nos tribunais”, afirmou. Albuquerque acrescentou que, apesar do recuo, a intenção do Governo é encontrar soluções alternativas que permitam requalificar a estrada, ainda que não com as condições inicialmente previstas.
O governante destacou a importância da estrada por três motivos: drenagem adequada para evitar deslizamentos, mobilidade para o combate a incêndios florestais e potencial turístico para São Vicente. Albuquerque criticou também o impacto de providências cautelares individuais sobre investimentos públicos: “Doze ou treze indivíduos podem parar decisões sem serem responsáveis por nada. Um empresário corre o risco de ir à falência”, criticou.
Acredita, todavia, que o mesmo não se passará com o Teleférico do Curral das Freiras.
Albuquerque comentou ainda o que espera da discussão em São Bento, amanhã, das alterações ao subsídio de mobilidade aéreo para os residentes nas ilhas. “Espero que os nossos deputados votem para a revogação de todas aquelas medidas que são discriminatórias”, considerou.