José António Garcês, presidente da Câmara Municipal de São Vicente, é o último dos oradores convidados a falar no púlpito no âmbito do fórum ‘Turismo, Natureza e Desporto’ a ter lugar na Escola Agrícola de São Vicente numa parceria do município com o JM.
“Investimentos sempre a nível de infraestruturas desportivas. O concelho de São Vicente está dotado de várias infraestruturas, nomeadamente sete polos desportivos, dois campos de futebol 11, um relvado e um sintético que agora está em obras e que irá estar concluído em janeiro ou fevereiro do próximo ano, um pavilhão e as piscinas ali junto à Escola Secundária”, elencou.
“Tentamos dar à nossa população tudo aquilo que é necessário para praticarem diferentes desportos”, alinhavou, indo, de seguida, para a evolução do turismo que o município também acompanhou e também sentiu o ‘boom’.
“São Vicente também cresceu em número de camas. Nós, neste momento, temos cerca de 1.130 camas: 911 na área da hotelaria e turismo rural e 219 no alojamento local. Só para terem ideia, fazendo aqui uma perspetiva de 10 anos, São Vicente em 2013 criou 4 camas. Em 2023, criou 262 camas. Aqui, consegue-se ver bem a evolução do turismo”, sustentou.
“Até julho de 2024, são cerca de 185 mil e quinhentas e noventa e seis dormidas, ficando logo atrás dos concelhos que têm uma maior capacidade de oferta”, complementou o edil.
Grutas de São Vicente são ex-líbris
As grutas de São Vicente, ex-líbris da vila, também foram trazidas à sala pelo autarca que diz que é necessário fazer ainda o caderno de encargos para poder ver o que é preciso fazer ali e então poder pensar em abrir, não descurando, todavia, o elevado número de visitas que alcançava anualmente, à volta de 150 mil.
Quanto à taxa turística, referiu as receitas que são importantes para investir em outros pontos essenciais para o município.
“Ainda está na fase do estudo económico-financeiro” e disse saber que uns são a favor e outros contra, mas que representará uma receita para o município de cerca 500 mil euros por ano e que essa receita teria de ser consignada naquilo que é o investimento ao nível do turismo. Ou seja, seria para continuar a investir naquilo que são os locais turísticos.