O secretário-geral do Juntos Pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, insistiu esta quarta-feira que “a regulação do preço da garrafa de gás, pode ser forma de aliviar o custo de vida das famílias”. Num encontro com a comunicação social, Élvio Sousa comparou preços para “mostrar como o custo de vida na Madeira é dos mais altos do país”.
Segundo o líder do partido da oposição, “uma garrafa de gás custa atualmente, na Madeira, mais 11€ do que nos Açores. Representa um agravamento recente de 16% que, acrescenta, poderia ser evitado se o preço do gás estivesse incluído na tabela de preços fixos, tal como está na Região Autónoma dos Açores e aqui ao lado, em Espanha, onde a garrafa de gás tem um teto máximo com um custo que varia entre os 16€ e os 18€”.
Perante os factos que apresenta, aponta que estes “provam que o custo de vida na Madeira é dos mais altos a nível nacional, quando poderíamos estar ao nível dos Açores, se o Governo praticasse um regime fiscal com uma taxa de IVA mais baixa, com a regulação de preços máximos nos combustíveis e, eventualmente, nos bens essenciais”.
O secretário-geral do JPP, abordou também a aprovação em sede de especialidade das antepropostas de lei do PS e Chega, esta terça-feira na Assembleia da República, para alterar a proposta de lei do Governo PSD/CDS, em vigor desde janeiro, relativa ao Subsídio Social de Mobilidade (SSM), apontando que “O JPP viabilizou esta proposta porque é a que está muito mais próxima das nossas posições, que é a anulação do comprovativo da situação fiscal e contributiva, dos tetos máximos e, acima de tudo, acabar com os adiantamentos e pagar apenas 59€ para os estudantes e 79€ para os residentes, quer a passagem seja comprada na agência ou diretamente à companhia aérea”.
O líder da oposição acredita que “a solução que o Governo da República vai adotar para acabar com os adiantamentos não deverá estar muito longe da proposta do Fundo de Garantia que o deputado do JPP, Filipe Sousa, apresentou na Assembleia da República, criando um mecanismo financeiro que suporte o pagamento direto às pessoas e às companhias”.