A estrutura regional do Chega manifestou preocupação com os ataques registados este sábado na Venezuela, considerando que os acontecimentos agravam “um clima de instabilidade, insegurança e medo vivido diariamente pela população civil” e demonstram que o país “é hoje um país sem normalidade institucional, refém de um regime autoritário que governa pela força e pela repressão”.
Em nota de imprensa, o partido afirma que a responsabilidade pela atual situação “recai sobre o regime liderado por Nicolás Maduro”, sustentando que a Venezuela se tornou “um Estado capturado, onde a violência, o colapso económico e a ausência de liberdade são consequências diretas de um poder que se recusa a devolver a soberania ao povo”.
O Chega sublinha que os ataques agora verificados são “mais um sintoma de um regime que governa contra o seu próprio povo, incapaz de garantir segurança, estabilidade ou futuro”, alertando para o impacto particular desta realidade na comunidade portuguesa e luso-descendente, “com especial destaque para os descendentes de madeirenses”, muitos dos quais continuam a viver e trabalhar no país.
Citado na nota, o presidente do partido e líder parlamentar do Chega na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Miguel Castro, afirma que “quando um país chega ao ponto de assistir, quase diariamente, a episódios de violência e instabilidade como os de hoje, fica claro que o problema não vem de fora, vem de dentro”. O responsável acrescenta que “o regime de Maduro transformou a Venezuela num território inseguro, onde ninguém está verdadeiramente protegido, muito menos as comunidades estrangeiras”.
Miguel Castro refere ainda que “os madeirenses e os seus descendentes não podem continuar a ser ignorados”, sublinhando que “há famílias inteiras a viver com medo, sem garantias mínimas de segurança, e isso é consequência direta de um regime que prefere manter-se no poder do que garantir paz e dignidade ao seu povo”.
Na mesma nota, o Chega Madeira reafirma a “condenação inequívoca do regime venezuelano” e defende a necessidade de “uma posição firme do Estado português”, exigindo “estabilidade, respeito pelos direitos humanos e proteção efetiva da comunidade portuguesa e luso-descendente”. O comunicado termina com a afirmação de que o partido continuará a denunciar “a realidade venezuelana sem ambiguidades ideológicas”, assumindo-se como “a voz dos madeirenses e dos seus descendentes que hoje vivem sob um regime que fez da instabilidade e do medo a sua forma de governação”.