O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República deu entrada de um projeto que propõe o reforço do número de psicólogos nas forças de segurança, denunciando aquilo que considera ser “uma crise humana gravíssima” que afeta milhares de profissionais da PSP e da GNR, mas que, a seu ver, tem sido ignorada pelo governo e pela Direção Nacional da PSP.
Segundo o partido, os casos de suicídio, abandono da carreira, depressão, exaustão emocional e doenças psicológicas já atingiram níveis “absolutamente alarmantes”, consequência direta de anos de desvalorização, más condições de trabalho e ausência total de apoio especializado.
Para o Chega, esta realidade revela a “falência moral” de quem governa e a “conivência covarde” de quem dirige a PSP e fecha os olhos ao sofrimento dos seus agentes. Francisco Gomes, eleito pelo círculo eleitoral da Madeira, afirma que o parlamento não pode “continuar a ignorar esta emergência silenciosa” que, segundo afirma, está a destruir vidas e a fragilizar a segurança pública de forma irreversível.
“Estamos a perder polícias para o suicídio, para o desespero e para o abandono. O governo finge que não vê e a Direção Nacional da PSP está calada, é cúmplice e ataca quem fala disto. É uma vergonha e um crime político contra os agentes”, refere Francisco Gomes.
Em nota de imprensa, o Chega alerta que o desgaste psicológico, quando não acompanhado, abre espaço a erros, ao colapso emocional e a comportamentos extremos que colocam em risco os profissionais da PSP e toda a sociedade. Para o partido, reforçar equipas de psicologia é uma medida de segurança nacional e não apenas um apoio assistencial.
”Se o Estado não cuida das suas forças de segurança, destrói a última barreira que nos separa do caos. O CHEGA exige respeito, dignidade e apoio real para estes homens e mulheres e nunca deixará de enfrentar quem os abandona”, conclui.