Pelo Chega, o deputado Miguel Castro defendeu que “os bons indicadores macroeconómicos” não se traduzem no dia a dia dos cidadãos.
“O cidadão comum não vive do saldo das contas públicas, vive de um salário digno e do custo do supermercado”, afirmou, dirigindo-se ao presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque. “É disto que vive o cidadão comum que votou em Vossa Excelência e é para eles que têm de governar”, acrescentou.
Miguel Castro reconheceu que a Madeira apresenta “um cenário macroeconómico de contas públicas saudável”, mas sublinhou que essa realidade “não se reflete no bolso dos madeirenses”, rejeitando que esta posição possa ser interpretada como demagogia. Segundo disse, basta “andar na rua” para ouvir queixas relacionadas com o aumento das rendas e o custo do cabaz alimentar.
O deputado criticou ainda a ênfase do executivo nos dados macroeconómicos, questionando a sua ligação à realidade concreta: “Quanto custa um litro de gasóleo? E um quilo de arroz? É importante que saiba estes números”, afirmou.
Na resposta, Miguel Albuquerque contrapôs de forma direta, afirmando ter uma perceção mais próxima da realidade. “Eu vou ao supermercado, o senhor nunca foi”, disse, acrescentando que um dos produtos que mais aumentou foi o café.
O chefe do executivo defendeu que os indicadores apresentados refletem “exatamente a realidade”, sublinhando que a análise económica deve assentar em dados concretos e não em “achismos”. Como exemplo, apontou o aumento dos salários na região, referindo que, nos últimos dez anos, estes cresceram cerca de 40,8%.