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Caráter inovador do projeto ‘Gestos Verdes’ reforça inclusão e sustentabilidade

Lígia Neves

Jornalista

Data de publicação
25 Março 2026
12:20

A secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude visitou, esta quarta-feira, o projeto ‘Gestos Verdes – Pomar Biológico / Pomar Pedagógico Acessível’, onde destacou a iniciativa como exemplo de inclusão social, formação e sustentabilidade.

Na ocasião, a governante deixou claro o caráter inovador da iniciativa, sublinhando que se trata de “um projeto que conjuga, de forma muito feliz, inclusão social, formação, sustentabilidade ambiental e valorização das pessoas”.

O projeto, promovido pela Associação de Surdos, Pais, Familiares e Amigos da Madeira (ASPFAM), localizado no Caminho do Lazareto, no Funchal, é, para Paula Margarido, “um exemplo claro de como é possível criar oportunidades reais para pessoas surdas e com necessidades especiais, reconhecendo as suas competências e promovendo a sua autonomia, através de uma atividade com valor económico e social”.

A governante foi recebida pelo presidente da direção, Sérgio Teixeira, que apresentou no terreno as diferentes valências do projeto. A visita contou também com a presença do presidente da Junta de Freguesia de São Gonçalo, Tiago Freitas, e da vogal do Instituto de Segurança Social da Madeira, Mara Rodrigues.

Recorde-se que o projeto ‘Gestos Verdes’, em desenvolvimento desde 2015, assenta na produção biológica de produtos hortícolas e frutícolas, integrando também uma vertente pedagógica que envolve escolas, crianças e jovens, através de visitas de estudo, atividades práticas e ações de sensibilização para a agricultura sustentável.

A secretária regional destacou, de igual modo, a dimensão educativa, considerando que “este espaço funciona como um verdadeiro laboratório ao ar livre, onde se aprende fazendo, onde se cruzam gerações e onde se constroem valores como a responsabilidade ambiental, a inclusão e o respeito pela diferença”, comprometendo-se a intensificar a atração de pessoas, nomeadamente em situação de maior fragilidade, para integrar o projeto numa lógica de atividade socialmente útil, reforçando o seu impacto ao nível da inclusão e da participação ativa.

Nesse sentido, foram discutidos quais os programas que poderão viabilizar a inclusão destas pessoas neste tipo de projetos, como o 100 diferenças, o EVA (Estímulo à Vida Ativa) entre outros.

Foi igualmente apresentado um projeto que a ASPFAM pretende concretizar há vários anos, relativo à edificação de uma quinta pedagógica na zona da Nogueira, na Camacha, seguindo a mesma filosofia de inclusão, formação e sustentabilidade.

“Este é o caminho que queremos continuar a incentivar: projetos com impacto, com proximidade às pessoas e com capacidade de transformar realidades”, rematou Paula Margarido.

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