A presidente do PS Madeira, Célia Pessegueiro, manifestou há momentos a satisfação com a passagem de António José Seguro à segunda volta das eleições presidenciais, sublinhando que esse era o “objetivo essencial” da candidatura, esta que também é a primeira vitória de Célia Pessegueiro à frente dos destinos do PS-Madeira, onde Seguro não ficou em primeiro, contrariamente ao que sucedeu no país e nos Açores.
Em reação aos resultados, Célia Pessegueiro destacou que António José Seguro conseguiu contrariar as sondagens iniciais, que o colocavam “numa posição muito baixa e longe da possibilidade de fazer a segunda volta”. “Isso não foi o que aconteceu e, por isso mesmo, estamos satisfeitos e muito motivados para ir para o terreno trabalhar mais 15 dias, para dar ao país o Presidente que os portugueses anseiam”, afirmou.
Quanto à estratégia para a segunda volta, a dirigente socialista adiantou que o partido continuará empenhado numa campanha de proximidade, apostando no esclarecimento dos eleitores e no apelo à moderação e ao bom senso. Defendeu ainda que, nesta fase decisiva, os eleitores devem olhar para os candidatos “de forma mais desapegada” e escolher o Presidente da República que querem para o país.
Célia Pessegueiro considerou igualmente importante que os candidatos e forças políticas moderadas que ficaram pelo caminho deem indicações claras de voto, sublinhando que está em causa a defesa da Constituição. Nesse sentido, afirmou que a escolha é entre “alguém que defende a Constituição ou alguém que tem declarado que a vai violar”.
Sobre as regiões autónomas, a presidente do PS-M disse esperar que o próximo Presidente da República respeite plenamente a Constituição e as autonomias regionais, lembrando que 2026 assinala os 50 anos da sua consagração constitucional. Garantiu que António José Seguro demonstrou, desde o início da candidatura, um “profundo respeito” pela autonomia da Madeira.
Relativamente ao facto de André Ventura ter sido o candidato mais votado na Região Autónoma da Madeira na primeira volta, Célia Pessegueiro considerou que a análise deve ser feita com ponderação, sublinhando que as eleições presidenciais “não são partidárias” e que os eleitores se sentiram livres para fazer as suas escolhas.“O objetivo foi alcançado. Agora o mais importante é continuar a mobilizar os cidadãos para votarem livremente e escolherem, na segunda volta, o melhor Presidente para o país”, concluiu.