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CDU quer mais força para os trabalhadores

JM-Madeira

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Data de publicação
30 Abril 2023
15:29

Em véspera de 1.º de Maio, a CDU andou ontem por Santa Cruz, sob o signo dessa temática de que "só com a luta dos trabalhadores é possível garantir uma verdadeira alternativa para derrubar a política de exploração e empobrecimento".

Ricardo Lume relevou que "os madeirenses e porto-santenses não estão condenados ao empobrecimento e que com a sua luta", bem como que "é possível aos trabalhadores garantirem a melhoria das condições laborais e de vida", explanando que "os últimos tempos, na nossa região, têm sido marcados por uma ampla e combativa luta de resistência dos trabalhadores e das populações. São combates pela melhoria das condições laborais, dos rendimentos dos trabalhadores e dos reformados, pelo direito à Habitação e contra a escalada dos preços".

Posto isso, o deputado na Assembleia Regional lembrou que "amanhã realiza-se a grande jornada do 1.º de Maio que, estamos certos, será uma grande demonstração da força dos trabalhadores, da sua luta, um grande momento de exigência de aumento dos salários, dos direitos, um momento de combate contra a exploração e o aumento do custo de vida. É fundamental que saibamos transmitir que não houve avanços nem transformação, da mais simples à mais profunda e radical, sem a ação e luta das massas populares".

Ricardo Lume alerta que "não podemos permitir que na nossa Região, quando aumenta os lucros das grandes empresas, existem indicadores de crescimento económico, a receita fiscal aumenta, os trabalhadores e o povo sejam cada vez mais penalizados com a política de exploração e empobrecimento que nega um justo salário a quem trabalha, que promove a desregulação do horário de trabalho, que não garante uma reforma dignam a quem trabalhou uma vida inteira e que coloca milhares de madeirenses e porto-santenses a empobrecer mesmo trabalhando oito ou mais horas por dia".

Prosseguindo, "as injustiças não são uma inevitabilidade, a CDU considera que não só é possível, como necessário com a luta dos trabalhadores e do povo encetar de imediato uma nova política económica e social assente em reivindicações essenciais", passando a enumera-las:

1 - "Valorização do trabalho e dos trabalhadores, através da afirmação do trabalho com direitos e de uma significativa melhoria dos salários e dos vencimentos como contributo e condição para o desenvolvimento económico e uma melhor repartição do rendimento entre o trabalho e o capital".

2 - "Aumento do Salário Mínimo para 850€, acréscimo de 10% ao Salário Mínimo Nacional a praticar na Região e garantir um aumento salarial mensal mínimo de 120€ para todos os trabalhadores".

3 - "Garantir a todos os trabalhadores da Região o Subsídio de insularidade sejam do sector público ou do sector privado".

4 - "Reduzir para 35horas o limite máximo do horário semanal de trabalho para todos os trabalhadores e combater a desregulação dos horários de trabalho".

5 - "Garantir o fim da caducidade da contratação coletiva e a reposição do tratamento mais favorável para o trabalhador".

6 - "Criação de um plano regional de combate à precariedade laboral".

7 - "Combater o uso abusivo dos programas de ocupação de desempregados para suprir necessidades permanentes, inerentes à criação de postos de trabalho".

8 - "Aplicar os 25 dias úteis de férias a todos os trabalhadores".

9 - "Garantir que todos os trabalhadores com 40 anos de descontos para o Regime Geral da Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações, tenham direito à Pensão de Reforma sem cortes nem penalizações".

David Spranger

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