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CDU defende subsídio de insularidade para todos os trabalhadores na Região

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
23 Julho 2024
12:59

A CDU esteve hoje no centro do Funchal, a dinamizar uma petição pública para garantir a atribuição do subsídio de insularidade a todos os trabalhadores da Região.

O dirigente da CDU, Ricardo Lume referiu que “estamos a ajudar a dinamizar uma petição pública a ser enviada à Assembleia Regional com a finalidade de exigir que aprove uma iniciativa legislativa de forma a garantir a todos os trabalhadores que desempenham funções na Região um suplemento remuneratório para fazer face aos custos de insularidade, com os mesmos critérios e montantes que são atribuídos aos trabalhadores da Administração Pública Regional e Local através do ‘subsídio de insularidade’”.

Ricardo Lume denunciou que “o Governo Regional e os partidos que o suportam PSD, CDS, PAN e Chega, aprovaram na semana passada a proposta de Orçamento da Região que continua a discriminar de forma negativa os trabalhadores do sector privado no que diz respeito ao reconhecimento dos custos de insularidade”.

E deixou a questão: “Se todos os trabalhadores da Região têm custos de insularidade por que razão os trabalhadores do sector privado não têm subsídio de insularidade?”.

No seu entender, “não é aceitável que os deputados da Assembleia Regional que se dizem representantes de todos os madeirenses lavem as mãos com Pilatos, no que diz respeito ao reconhecimento dos custos de insularidade para os trabalhadores do sector privado, negando-se a legislar sobre esta matéria, remetendo-a para a contratação coletiva de cada um dos sectores de atividade, negando assim a possibilidade de um tratamento igual para todos os trabalhadores da Região”.

O dirigente da CDU explicou que “relativamente ao salário mínimo a praticar na Região, a proposta é apresentada e votada na Assembleia Regional, e não é feita através da contratação coletiva porque tem como objetivo assegurar que nenhum trabalhador independentemente do sector de atividade aufira um salário inferior ao estabelecido pela Assembleia Regional através de Decreto Legislativo Regional. Se todos os trabalhadores da Região têm custos de insularidade independentemente do sector, não é aceitável que para a atribuição do subsídio de insularidade para quem vive e trabalha na região não exista um procedimento idêntico ao que existe para a fixação do salário mínimo a praticar na Região.

Ricardo Lume concluiu afirmando que “na Região não podem existir madeirenses de primeira e madeirenses de segunda, se é justo reconhecer os custos de insularidade aos trabalhadores da administração pública também é necessário reconhecer os custos de insularidade aos trabalhadores do sector privado. A CDU vai continuar a intervir até que seja reconhecido o direito ao subsídio de insularidade para todos os trabalhadores da Região”.

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