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CDS-PP Madeira deseja “cooperação institucional saudável” com Representante da República

Data de publicação
19 Maio 2026
17:20

O presidente do CDS-PP Madeira, José Manuel Rodrigues, afirmou esta terça-feira, que o partido deseja manter “uma cooperação institucional saudável” entre o Representante da República, os órgãos de governo próprio da Região, os partidos políticos e a sociedade madeirense.

Citado em comunicado de imprensa, José Manuel Rodrigues defende que essa cooperação institucional “contribuirá naturalmente para o crescimento da Região e para o desenvolvimento das populações”.

A posição do líder democrata-cristão foi manifestada após uma audiência com o novo Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, o Juíz Desembargador Paulo Barreto, no Palácio de São Lourenço.

Na mesma nota, José Manuel Rodrigues salienta que, apesar dos poderes do Representante da República incidirem sobretudo na regulação do sistema legislativo regional, o facto de ser nomeado pelo Presidente da República confere-lhe “uma dimensão política” e um papel de influência junto dos órgãos da República em matérias relevantes para a Madeira.

Nesse sentido, o CDS-PP Madeira defendeu a necessidade de maior atenção da República para áreas como a defesa nacional, a justiça e a administração interna, nomeadamente através do reforço de meios na Região, investimentos em infraestruturas, melhorias nos tribunais e construção de novas esquadras em vários concelhos.

José Manuel Rodrigues reafirmou igualmente que o CDS-PP cumprirá integralmente o acordo político firmado com o PSD no Parlamento Regional e o acordo governativo estabelecido para a presente legislatura.

“O compromisso assumido com o PSD será cumprido durante os quatro anos. É desejável que a legislatura vá até ao fim e o CDS garante a estabilidade política na Madeira”, declarou.

Durante a audiência, o CDS-PP Madeira manifestou também preocupação relativamente a possíveis alterações ao subsídio social de mobilidade, alertando para eventuais consequências negativas para os residentes e para o setor turístico regional.

Segundo José Manuel Rodrigues, o fim do teto máximo nas viagens poderá conduzir a um aumento do preço das deslocações aéreas, contrariando o objetivo de aliviar os custos suportados pelos madeirenses.

O presidente do CDS-PP Madeira destacou ainda a situação dos estudantes madeirenses deslocados, sublinhando a importância de garantir condições de mobilidade adequadas para quem necessita de viajar entre a Madeira e o continente português para efeitos de estudo.

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