O CDS PP Madeira vai levar uma moção estratégica ao Congresso Nacional do partido, em maio, “a favor da urgência de uma nova lei de finanças das Regiões e de uma revisão da Constituição que amplie a Autonomia”, foi anunciado hoje.
O Conselho Regional do partido, reunido em Câmara de Lobos, elegeu os delegados ao Congresso Nacional e protestou contra o que diz serem “atitudes levianas e indiferentes” do Governo da República em relação à Madeira e aos Açores, em matérias da sua responsabilidade, de que é exemplo a alteração ao subsídio de mobilidade.
”A Autonomia está a ser limitada, os direitos dos madeirenses estão a ser desrespeitados e, por isso, é necessário unir esforços para defender a maior conquista da nossa História: o direito de governarmos os nossos destinos”, sublinha o CDS, para quem “a Madeira e os madeirenses estão acima de qualquer partido e de qualquer interesse particular”.
O partido, liderado por José Manuel Rodrigues, apela “a todos os madeirenses e a todos os autonomistas para que se unam em torno da defesa do regime político instaurado há 50 anos”.
Os centristas lamentam que “o CDS e o PSD nacionais, partidos que muito contribuíram para a implantação e consolidação da Autonomia, sejam hoje, no Governo da República, forças de bloqueio ao cumprimento dos direitos constitucionais dos madeirenses e açorianos”.
A Moção que será levada ao Congresso pelo CDS Madeira, mas que é subscrita por militantes e dirigentes nacionais, advoga “o cumprimento, por parte do Estado, dos princípios da continuidade territorial e da solidariedade nacional, designadamente através de uma revisão urgente da lei de finanças das Regiões Autónomas, o reforço das Autonomias, no âmbito de uma revisão da Constituição e uma verdadeira descentralização do poder político em Portugal”.
O CDS da Madeira, que tem direito a 45 delegados, diz querer “comprometer todo o CDS nacional - dirigentes, deputados e governantes - com a defesa dos interesses e direitos dos portugueses da Madeira e dos Açores”.