O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal recorreu à sua página das redes sociais para manifestar a sua posição relativamente à construção de campos de golfe. Defende que este tipo de investimento deve ser assumido exclusivamente por privados e não pelos contribuintes.
Numa publicação feita nas redes sociais, começou por salientar que aprecia a modalidade. “Jogo golfe. Gosto muito de golfe”, escreveu. No entanto, sublinhou que essa preferência pessoal não altera a sua posição sobre o papel do poder público neste tipo de projetos.
Segundo o autor da publicação, os investimentos realizados no Porto Santo e no Santo da Serra podem ser compreendidos no contexto em que foram feitos. “Havia que dar início ao processo e foi o que se fez”, afirmou, acrescentando, porém, que continuar nesse caminho “não faz sentido e é economicamente irracional”.
Carlos Rodrigues defende que o papel da Região deve limitar-se a criar condições para que investimentos privados avancem, mas não assumir diretamente a construção de campos de golfe. “Esse passo deve ser dado, única e exclusivamente, por privados com modelos de negócio devidamente construídos e projetados”, referiu.
Na sua perspetiva, a ausência de investidores interessados é um sinal claro de falta de viabilidade económica. “Se não existirem interessados então é porque os investimentos não são viáveis e se não são viáveis para os privados, jamais serão para os contribuintes”, argumentou o social-democrata.
Mais disse que o Governo Regional deve concentrar-se em medidas de enquadramento, como melhorar acessibilidades, criar infraestruturas de apoio e facilitar processos administrativos.
A terminar, criticou aqueles que defendem novos projetos sem estudos que sustentem a sua viabilidade. “Não me venham com críticas de falta de visão. Falta de visão têm aqueles que acham que sim só porque sim, sem demonstrarem cientificamente viabilidade, racionalidade ou sequer o interesse público”, escreveu, concluindo que a discussão não deve basear-se em “achismos pseudo-intelectuais”.