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BE quer reversão da privatização do Lar da Bela Vista

JM-Madeira

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Data de publicação
30 Abril 2023
14:07

O Bloco de Esquerda Madeira promoveu na manhã deste domingo uma conferência de imprensa, aí abordando um tema sempre na atualidade, com Roberto Almada, o já anunciado cabeça-de-lista para a as regionais e Dina Letra, a coordenadora regional que será n.º 2 nessa lista, a efetuarem o respetivo reporte.

Assim, no foco esteve a questão dos lares de idosos, sendo relevado que "no âmbito no PRR, o governo reservou, e bem, 79 milhões de euros para o alargamento e requalificação da rede de estabelecimentos residenciais e não residenciais para pessoas idosas, num total de 910 vagas".

Constatado foi ainda que "temos um problema claramente identificado com o envelhecimento da população da Madeira, aliás, existe um grande número de idosos com doenças crónicas e muitos deles a necessitarem de cuidados continuados".

Nesse contexto, "todos sabemos que as baixas problemáticas que ocupam dezenas de camas no hospital resultam dessa necessidade de cuidados, a que acresce as tremendas dificuldades das famílias em prestar a assistência devida aos seus familiares, quer por falta de condições físicas quer financeiras, principalmente".

"Sem uma resposta eficaz por parte da Segurança Social, sem recursos financeiros para pagar uma pessoa que fique com o seu familiar, muitas, desesperada, não têm outra opção", acrescenta o BE.

De acordo com o seu entendimento, perante este cenário, "o Governo Regional continua a usar os dinheiros públicos para financiar lares privados, com mensalidades exorbitantes e a que a maioria da população não terá acesso. Isto depois de sabermos que o Governo Regional deu, em tempos, um aval superior a 4 milhões de euros para a construção da Dilectus, um lar para idosos ricos".

Mais, "privatiza o maior lar da Região, o Lar da Bela Vista, e assim cria mais um monopólio privado, com a agravante das obras de reabilitação do edifício, interrompidas pela pandemia, serem suportadas por dinheiros públicos".

"Apesar de toda a opacidade em torno deste tema e da lei da rolha que foi imposta, os funcionários do lar permanecem com vínculo à função pública, e os seus ordenados, em princípio, deverão ser pago com o erário público", denúncia, concluindo que "assim é tão fácil ser um empreendedor de sucesso nesta região. Basta ter os contactos certos. Tudo passou a ser um negócio, onde não há nem são colocadas linhas vermelhas à ganância dos privados".

Frisando que "o BE está contra este modelo de governo mercantilista do PSD/CDS, que está a vender o Estado Social e os serviços públicos essenciais de apoio à população e, com isso, a agravar as desigualdades e a criar um fosso ainda maior entre ricos e pobres", o BE diz que "é preciso assegurar o acesso aos lares a todas e todos os idosos que dele necessitam, dar às famílias uma alternativa de cuidados dos seus idosos que não seja apenas a de deixá-los nas urgências do hospital, o que vai continuar a acontecer se não houver uma oferta pública".

Por isso, "o Bloco de Esquerda Madeira defende uma rede pública de cuidados que reforce a oferta pública de lares e de centros de dia, que reforce a rede de apoio domiciliário e que apoie de facto os cuidadores informais e não lhes dê apenas esmolas, a que muitos nem sequer têm acesso".

A terminar fica essa certeza de que reafirmação de "clara oposição do BE à privatização do Lar da Bela Vista, e na próxima legislatura, quando regressarmos à Assembleia Regional, iremos propor a imediata reversão desta medida, porque o privado é só para alguns e o público é para todos".

David Spranger

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