Miguel Albuquerque destacou o investimento na qualificação dos recursos humanos, referindo que entre 2024 e março deste ano foram realizadas 546 ações de formação, envolvendo mais de 9.600 participantes e cerca de 11 mil horas de treino.
Sublinhou ainda o reforço das carreiras dos bombeiros, apontando para “o maior processo de progressão na carreira de Bombeiro alguma vez realizado na Região”, com a abertura de mais de 150 vagas. Acrescentou que o modelo de financiamento às associações humanitárias registou aumentos superiores a 210% face a 2023.
Atualmente, a Região conta com 770 bombeiros, entre profissionais e voluntários, estando prevista a entrada de novos elementos ao longo do ano.
No plano dos investimentos, o governante referiu a aquisição de equipamentos, viaturas e sistemas tecnológicos, bem como projetos financiados por fundos comunitários, incluindo sistemas de monitorização e gestão de risco.
O chefe do executivo destacou também o investimento anual de cerca de 2,8 milhões de euros em meios aéreos, considerados “decisivos na vigilância, combate e salvamento”. Nesse âmbito, reiterou a expectativa de entrada em operação de um segundo meio aéreo na Região ainda este ano, no Centro de Meios Aéreos da Cancela.
“Não abdicaremos de um direito que é de todos os madeirenses”, afirmou, referindo-se à promessa do Governo da República de disponibilizar um helicóptero bombardeiro ligeiro.
A estratégia de prevenção de incêndios rurais foi igualmente sublinhada, com destaque para intervenções de limpeza, criação de corta-fogos e remoção de նյութ combustível em zonas críticas.
Entre as medidas anunciadas, Albuquerque referiu a aquisição de 13 ambulâncias de socorro e um motociclo de emergência, num investimento de cerca de um milhão de euros, bem como a reabilitação dos quartéis de bombeiros da Ribeira Brava e Ponta do Sol.
O reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, com um orçamento de 1,6 milhões de euros, foi também apontado como essencial para garantir “prontidão operacional” durante o período mais crítico.
A concluir, Miguel Albuquerque afirmou que “a sustentabilidade do futuro da Região depende da nossa capacidade de gerir os riscos de hoje”, defendendo que, embora não seja possível evitar fenómenos naturais, é possível preparar melhor a Região para “resistir, recuperar e continuar a se desenvolver”.
“Tudo faremos para garantir que a nossa Região esteja cada vez mais preparada”, concluiu.