No âmbito do Dia Mundial da Audição, assinalado a 3 de março, a otorrinolaringologista Dra. Patrícia Fernandes Lopes, do Hospital da Luz Funchal, alerta para os riscos associados à exposição prolongada ao ruído, sobretudo através do uso frequente de auriculares e auscultadores.
Segundo a especialista, a perda auditiva induzida pelo ruído ocorre quando sons intensos danificam as estruturas delicadas do ouvido interno. Embora muitas pessoas associem este problema apenas a ruídos muito fortes, a exposição prolongada a volumes elevados ao ouvir música, podcasts ou audiolivros também pode provocar lesões auditivas irreversíveis.
A médica explica que ouvir sons acima dos 85 decibéis por períodos prolongados pode ser prejudicial. Muitos dispositivos conseguem atingir facilmente os 100 decibéis, o que reduz drasticamente o tempo de audição segura.
No que diz respeito ao tipo de equipamento, a especialista destaca que, apesar de nenhum ser totalmente inofensivo, os auscultadores (over-ear) tendem a ser uma opção mais segura do que os auriculares (in-ear), uma vez que o som não é emitido diretamente dentro do canal auditivo. Além disso, os auriculares podem favorecer a acumulação de cerúmen, irritações ou infeções quando não são devidamente higienizados.
Para proteger a audição, a médica recomenda medidas simples como manter o volume abaixo de 70% da capacidade do dispositivo e seguir a chamada regra 60/60: ouvir música até 60% do volume máximo durante, no máximo, 60 minutos seguidos, fazendo pausas regulares.