No âmbito do Programa Erasmus+, a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Estreito de Câmara de Lobos promoveu, entre 20 e 24 de abril, com duas mobilidades de grupo que levaram 12 alunos e quatro docentes a Rožňava (Eslováquia,na escola denominada Zakladna skola Pionierov 1) e Radzionków (Polónia, na escola denominada Młodzieżowy Ośrodek Wychowawczy).
Na Eslováquia, os alunos do 8.º ano foram acolhidos por famílias locais, participando em aulas, atividades desportivas como o floorball e visitas culturais à Câmara Municipal de Rožňava, à Mansão de Betliar e às montanhas Tatra, onde desfrutaram de atividades na neve.
Paralelamente, na Polónia, onde também se juntaram participantes de Malta, o grupo participou em jogos individuais e de grupo (como escape room), workshops de culinária, costura e arte (Galeria “Kronika”), visitou a histórica Mina de Prata em Tarnowskie Góry e o Museu Auschwitz-Birkenau, terminando a semana em Cracóvia com a exploração do bairro judeu de Kazimierz e do Castelo de Wawel.
Nas iniciativas foi incentivado o uso de ferramentas digitais de diferentes formas, como nas apresentações das escolas (nas quais a inteligência artificial foi abordada), na elaboração dos diários de bordo no Padlet e na utilização do Google Maps para orientação, demonstrando a aplicação prática da educação digital. A consciência ambiental também foi um aspeto tido em conta, nomeadamente através das escolhas de transportes públicos e deslocações a pé, permitindo assim reduzir a pegada de carbono e promovendo a sustentabilidade.
A convivência com famílias de acolhimento (na Eslováquia) e a interação com colegas de diferentes nacionalidades reforçaram a inclusão, a capacidade de adaptação a novos ambientes e a valorização da diversidade cultural, elementos cruciais para o intercâmbio cultural que se vivenciou nos dois países e que enriqueceu inevitavelmente todos os envolvidos.
Em nota, o estabelecimento de ensino aponta que “estas mobilidades proporcionaram aos alunos uma oportunidade ímpar de desenvolver um vasto leque de competências, desde a comunicação intercultural, à autonomia e ao pensamento crítico”. Acrescentando ainda que a experiencia “permitiu que regressassem com uma visão mais alargada do mundo, novas amizades e um maior sentido de cidadania europeia, prontos para partilhar as suas aprendizagens e inspirar a comunidade escolar”.