Entretanto, as populações de destinos insulares gregos de maior dimensão, como Mykonos, Santorini e Corfu, serão também imunizadas, assim que as ilhas mais pequenas concluam o mesmo processo.
Sendo conhecida a infeliz e extrema dependência da Região Autónoma da Madeira face ao setor do Turismo, o impacto económico trazido pela crise pandémica e a ultraperificiade que nos assola permanentemente, é de estranhar o facto do Governo da República e a Comissão Europeia não terem dado prioridade à Madeira (aos Açores e a todas as regiões ultraperiféricas) criando bolhas imunológicas arquipelágicas à semelhança do governo grego. No caso português a Madeira e os Açores representam menos de 5% da população do país, são regiões ultraperiféricas (com tudo o que isso acarreta) e não podem estar permanentemente isoladas em termos económicos.
Muita tinta tem corrido sobre a discrepância estatística entre os números apresentados pela Direção Regional de Saúde (Governo Regional) e aqueles apresentados pela Direção-Geral de Saúde (Governo da República). O Governo Regional argumenta, e bem, que "os dados reportados pela DGS têm como fonte de informação plataformas eletrónicas nacionais, SINAVE, que têm apresentado anomalias que resultam em atrasos nas notificações e cruzamento de informação". Mas para quem ainda tem dúvidas, não é preciso ir muito longe, é só falar com conhecidos e amigos que tenham contraído Covid-19 e perguntar-lhes, um mês após terem recuperado, se não foram contactados pelo SNS (Sistema de Saúde de Portugal continental) via SMS a informar que estão infectados no dia em que recebem o dito. Posto isto, arriscaria a dizer que os números da DGS para a Região Autónoma da Madeira podem, no mínimo, ter um delay temporal de um mês.
Mais, a teimosia da DGS em "não aceitar" os números da DRS, estando a Saúde, no caso da Madeira, regionalizada, mais parece estratégia do Governo da República para colocar Madeirenses e Portossantenses à fome, sem acesso ao seu principal ganha-pão, o Turismo, e quiçá tentativa de influenciar eleições futuras e promover certos candidatos. Todo um novo nível de central-colonialismo…
"Dizem que as pessoas podem pensar por si próprias? Acreditam sinceramente que o sujeito que não consegue passar [meritocraticamente] o nível de ensino obrigatório conhece as consequências da sua escolha quando responde visceralmente a uma pergunta, sobre a língua, a cultura e a religião? Mas nós sabíamos as consequências. Passaríamos fome, teríamos motins raciais. Desintegrar-nos-íamos." - Lee Kuan Yew, Fundador e Primeiro-Ministro de Singapura, sobre a independência do país.