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Artigo de Opinião

23/07/2021 08:01

Contudo, a razão para formular esta convicção, da ingratitude que subjaz a tão nobre função como a de vereador da oposição na nossa capital, deveu-se ao conhecimento da lista da Coligação Confiança. Sim, a lista que demorou uma eternidade a ser divulgada e, porventura, a ser construída. Quero já adiantar que conheço alguns dos nomes escolhidos há vários anos e que, mesmo não sendo do meu habitual convívio pessoal, sempre tive com estes um cordial relacionamento, por vezes até mais que isso. Mas o que realmente interessa aos eleitores são as capacidades que enunciei acima. E se no momento da divulgação logo surgiram os onanistas políticos do costume a tecer loas às "comprovadas capacidades técnicas" dos candidatos a vereadores pela coligação de esquerda, a verdade é que eu não consigo opinar sobre essa matéria. Não sendo a sua actividade pública, e não reside aí qualquer mal, como se pode aferir dos méritos de alguém para determinado cargo? A verdade é que a Coligação Confiança pede um cheque em branco aos funchalenses, pois estes não fazem ideia de quem são, ainda menos das virtudes, daqueles que pretendem substituir os actuais "titulares" da união municipal de partidos de esquerda. Pior, como serão estes futuros vereadores na já de si difícil tarefa de opositores camarários se, como tudo indica, existir uma vitória do PSD/CDS? Conseguirão dominar os dossiers em part time, uma vez que não é conhecida até aqui especial atenção ou participação na vida da cidade? Conseguirão esgrimir a dialética política, uma das grandes ferramentas duma oposição dinâmica e construtiva, mesmo sem terem destreza nesse campo? Terão o fundamental apoio da base partidária, sem o qual fazer oposição pode ser uma autêntica tortura, eles e elas, a quem não são conhecidas grandes ligações a esse nível? Faz sentido que o primeiro elemento com algum traquejo político, surja no número 6, que em caso de derrota nem se sentará à mesa da reunião de Câmara? Não é evidente que estas pessoas, por mais estimáveis que possam ser, renunciarão aos seus mandatos no dia seguinte à derrota, por manifesta falta de suporte a todos os níveis?

E que dizer da atribuição de "pelouros" aos 11 candidatos, sabendo que apenas 6, na melhor das hipóteses, serão elegíveis? Quer isso dizer que se a coligação confiança ganhasse, com o tal melhor cenário de 6 vereadores, os pelouros que anuncia para os candidatos do 7 ao 11 não existirão? É um absurdo. Mas pior é a ideia que, ao redistribuir esses pelouros pelos vereadores que realmente, e na melhor das hipóteses repito, conseguisse eleger, acaba por sugerir, de que são áreas de menor importância. Uma espécie de segunda divisão dos pelouros. Fiscalização, jurídico, recursos humanos, urbanismo e ordenamento do território, já para não falar de juventude, turismo e participação cívica são portanto, e para a esquerda funchalense, matérias de menor importância! É bom saber.


Uma ilha enorme!!

4 pontos? Eu diria 20! Esta cidade é tão grande e populosa que num universo de 1500, ninguém conhece alguém que tenha sido contactado. Deixem-se de gozos!!!

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