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Artigo de Opinião

Conselheiro das Comunidades - África do Sul

12/02/2024 08:00

Neste ano pivotal de eleições o impacto de quem elegermos irá estruturar a trajetória do nosso coletivo e interconectar a nossa futuridade por muitos anos sendo crucial que sejamos conscientes de defluências suaves e menos suaves, em como nos comportamos e nos percebemos em relação uns aos outros e podermos exercer de forma cônscia, o nosso direito de voto consagrado na Constituição.

Algo, assustadoramente, importante, é o consumo da desinformação ou mais precisamente a microsegmentação nas plataformas sociais que não só perfeiçoam as nossas vidas, mas, em contrapartida polarizam perigosa e indesejavelmente as nossas sociedades.

Este ano de 2024, é o ano em que cerca de quatro biliões de pessoas à volta do mundo irão às urnas para eleger os líderes dos seus países o que é agora conhecido como o ano da global democracia.

Mais de 60 países onde se incluem a África do Sul, Reino Unido, Ruanda, Rússia, Taiwan, Índia, Indonésia, EUA, Portugal e El Salvador vão a eleições. Algumas serão consideradas livres e justas e outras, profundamente, comprometidas.

De qualquer modo todas as eleições são consequenciais.

No escrutínio global, os eleitores, através do seu voto determinarão o vetor das possibilidades de conter a crise climática, um melhoramento pujante de direitos humanos e um envidar de esforços para que os belicistas e seus beneficiários oportunistas sejam neutralizados.

Complicando e alimentando estes problemas é sem dúvida a existência de um infrene uso da desinformação nas redes sociais e internet que mobiliza campanhas políticas que persuade e gera desentendimentos nos eleitores de uma forma direta, baseada nas suas preferências, hábitos e ideologias.

Em Portugal, o “tsunami” do descontentamento é evidente e vai manifestar-se no próximo dia 10 de março, julgando uma governação que primou pela instabilidade devido a vários escândalos e polémicas de um governo que se autoflagelou com demissões de 11 secretários de estado e 2 ministros, um dos quais recentemente eleito líder partidário e candidato a primeiro-ministro de Portugal não pode deixar de gerar preocupações devido à perceção que se instalou de não ter parâmetros bem definidos, assim como os escândalos em que esteve direta e pessoalmente envolvido, um dos quais foi inevitavelmente conducente à sua demissão após um triste desfile de charadas ministeriais.

Em tempos de desespero, optaram, por adotar medidas desesperadas, que não auguraram nada bem. Portugal não pode estagnar, não pode continuar com incertezas e a caminhar na senda da pobreza e da mendicância perpétua.

A visão destorcida de líderes arrogantes e megalomaníacos não pode voltar a ser forçada aos portugueses especialmente o esbanjamento das finanças públicas e a predileção pela corrupção, constatada no partido governamental. Não foi para isso que os eleitores votaram.

Convenhamos que o voto de confiança nas eleições não é um voto incondicional que implica que todos os portugueses apoiem ou ajudem a destruir a nossa economia e a segurança interna tão fragilizadas e nem tão pouco é um voto para equivocar e delapidar os cofres do Estado.

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