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Artigo de Opinião

Psicóloga

7/02/2024 08:00

Chegou o tempo de dar vida ao disfarce planeado, de substituir a máscara social por outra que permita extravasar, dar espaço à fantasia para trazer ao de cima outra “pessoa” ou simplesmente experienciar brincadeiras no lado lúdico da vida. O Carnaval oferece cores, brilhos, músicas, movimentos ao som dos tambores, sensualidade, a libertação de emoções ao sair da realidade da rotina diária para “vestir” outras personagens permitidas pela autocensura. É uma oportunidade para fazer uma pausa da vida laboral, das obrigações e preocupações, para sonhar com outras formas de estar, alterar a imagem que os outros têm de si, para depois voltar à realidade com mais alegria e descompressão emocional. Por algum motivo os “Sonhos” são uma das iguarias que marcam esta época!

O Carnaval tem uma função psicológica positiva ao promover momentos de brincadeira, dança, diversão que produzem sensações de bem-estar com a interação dos foliões e a possibilidade de viver um lado que não é permitido ao longo do ano.

No entanto nem todos gostam de “brincar” ao Carnaval, há quem tenha experiências negativas ou sentires desagradáveis por isso é importante respeitar as diferentes formas de estar na vida. Como fizer mais sentido, o desejável é que cada um escolha em prol do que é importante para a sua saúde psicológica e bem estar. Assim há quem opte por atividades mais tranquilas e igualmente prazerosas, aproveitando a pausa para reequilibrar, longe da azáfama dos “mascarados”.

O Carnaval é uma época de maior liberdade social em que se procura quebrar as regras, o que pode levar a alguns excessos, associados à procura de diversão com consumos de álcool ou até mesmo de outras substâncias psicoativas para fins recreativos. Claro que é sempre possível divertir-se sem álcool por isso cada vez mais as pessoas podem escolher divertir-se de forma saudável, sem correr riscos desnecessários. Relembro também o papel educativo dos adultos e sobretudo dos pais, enquanto “modelos” na transmissão de crenças e hábitos de consumo junto dos filhos. Para as crianças e adolescentes a regra deverá ser “álcool nem uma gota” pois trata-se de uma substância psicoativa ilegal para menores de 18 anos, com consequências graves a nível do seu desenvolvimento biopsicossocial.

Que tipo de felicidade ou diversão procuram as pessoas no álcool? Basta simplesmente refletir e reconhecer que esta vivência de emoções agradáveis está em cada um de nós, em boas companhias, em eventos ou ambientes interessantes, com música, brincadeiras, dança ou simplesmente na conversa e interação com amigos.

O “sonho” de Carnaval dura apenas 3 dias, mas a vida continua por mais 363. Faça e incentive escolhas que marquem de forma positiva a sua vida!

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