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Artigo de Opinião

Médico-Dentista

9/07/2023 08:15

Quem também apagou, mas teve mais sorte foi o professor Marcelo. Desligou-se. Foi-se abaixo! No entanto foi apenas um reset. Do nada, reiniciou como se nada fosse. Algum mau contacto? Curto circuito? Sei lá. E pouco interessa. Não foi o primeiro nem há de ser o último. Para além disso, segundo o próprio, o apagão não é inédito. Em 2018 já tinha desfalecido. Consta que, dessa vez, a culpa foi de uma intoxicação alimentar. Comeu qualquer coisa que não lhe caiu bem. Pronto. Quem nunca? Só que, desta feita, a razão foi outra. Não foi do que comeu, mas sim do que bebeu sem ter comido. "Eu não costumo almoçar, depois fui a conduzir, a cerimónia deu-se e antes da parte dos discursos propuseram-me um brinde com moscatel. Eu disse que tomaria depois dos discursos e tomei o moscatel quente". Pimba! Estava à espera de quê? Moscatel por si só já é o que é… Em jejum, pior ainda. Quente então?! Das duas uma: ou se borrava, ou caía para o lado! Felizmente foi a segunda: "comecei a ver tudo muito distante, tentei afastar-me e evitei desmaiar, mas já não consegui. Foi muito rápido".

Por sorte, um dos seguranças apercebeu-se que o Presidente se ia fazer ao penalti e amparou a queda. De seguida foi "socorrido pelos bombeiros da Trafaria e levado ao Hospital de Santa Cruz", a quem agradeceu o cuidado e pôde "comprovar assim a excelência do SNS". Oh Sr Professor, lamento ter que ser eu a explicar-lhe, mas a excelência de um Sistema Nacional de Saúde não se comprova com o atendimento ao Presidente da República… Quer apostar que nem passou na triagem!? E acha mesmo que um qualquer utente, sem honras de Estado nem seguranças privados, teria sido tratado como sua excelência?! Não creio. E desconfio que você também não. O triste ainda estava, a esta hora, na porta das urgências.

Mas urgência, urgência, teve o nosso Primeiro Ministro. Mal soube da boa nova, esfregadas as mãos, ligou para o chefe da Casa Civil. Azar dos azares, do outro lado quem é que atendeu? Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, o próprio. "Dou-lhe uma tristeza, ainda não é desta que eu morro", terá dito prontamente. Ao que parece, estão "sempre a brincar para ver quem faz o elogio fúnebre um do outro". Bem, se for preciso desempatar, eu não me importo de ajudar. Faço eu o dos 2 e fica o assunto resolvido.

Aqui vai: Honrado, mas também com grande leveza, quero agradecer em nome de toda a família portuguesa. Neste momento de pesar, e deixando de parte as picardias, reconheço que são duas perdas que só pecam por tardias. Resta-me, do fundo do meu eu, desejar um eterno descanso a quem tanto nos (..) deu.

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