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Artigo de Opinião

6/07/2022 08:00

Na segunda metade da década de 50, surgiu o novo modelo Alfa Romeo Giulietta 750. O seu motor em liga de alumínio, com 1300cc, era o famoso quatro cilindros bialbero, uma variante do quatro cilindros concebido pelo Engenheiro mecânico Giuseppe Busso, no fim da década dos anos 40, para o Alfa Romeo 1900.

O Giulietta 750 — nas variantes Sprint, Sprint Veloce, Berlina e Spider, incluindo alguns modelos especiais — foi um sucesso a vários níveis para a marca Milanesa.

O 1900 foi o primeiro Alfa Romeo novo no pós-guerra, mas a Giulietta — apresentada no Salão automóvel de Turim, em 1954 — tornou-se o modelo com maior número de exemplares produzidos desde a fundação da marca, em 1910.

Marcou de forma indelével a viragem de uma produção manufacturada para uma produção industrial e em série, na Fábrica de Portello. Ali começaram a ser produzidas, depois de, inicialmente terem sido manufaturados na Bertone os primeiros exemplares.

O sucesso da Giulietta justificou uma nova instalação fabril da Bertone, para poder dar resposta cabal à procura do modelo.

Inicialmente projectado em cooperação pela Ghia de Mario Felice Boano e pela Bertone, o resultado final do Sprint (carroçaria coupé), acabou por ser creditado ao designer principal desta última: Franco Scaglione.

O design intemporal e as suas avançadas características técnicas tornaram a Giulietta um modelo desejado pelos privados para a competição.

Alguns exemplares Sprint Veloce foram desenvolvidos por especialistas como a Zagato - o próprio Elio Zagato correu na segunda metade dos anos 50 na Scuderia Sant'Ambroeus com Giulietta - ou a Conrero para a competição. A Giulietta Spider - apresentada em 1955 - pela mão da Pinin Farina, também participou nas competições na época, com menor fulgor que aquele da sua irmã Sprint.

Excepção a estes modelos de série, as versões monoposto criada em 1956, pela própia Alfa Romeo para que Consalvo Sanesi tomasse parte na edição das famosas Mille Miglia desse mesmo ano. Mais tarde serviriam de inspiração às versões Sebring, direccionadas ao mercado dos Estados Unidos.

Em 1955, a Alfa Romeo planeou criar um carro de corrida com base nos Giulietta de série. Este projeto era coerente com o sucesso na Fórmula 1 no pós-Guerra e nos automóveis de Sport, com os Disco Volante.

Face aos Giulietta, este novo automóvel distinguia-se desde logo pelo motor. O bialbero de 4 cilindros passou dos 1290cc para os 1488cc, com válvulas a 90º e a introdução da doppia accencione - mais tarde o famoso Twin Spark. Como resultado, debitava cerca de 145cv às 8000rpm, permitindo uma velocidade máxima de 225 km/h. Tinha uma potência específica de quase 100 cv/litro, o que era um valor altíssimo em 1955. [ cont. ]

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