O Comando Regional da Madeira da PSP detetou, ao longo de 2025, um total de 1.039 veículos a circular sem Inspeção Periódica Obrigatória (IPO) válida. Já nos primeiros cinco meses de 2026, até 25 de maio, foram identificados mais 476 veículos nessa situação.
Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública relembra a importância da realização atempada da inspeção automóvel, considerando-a uma medida “essencial” para garantir condições adequadas de segurança rodoviária.
A PSP sublinha que a inspeção periódica constitui “um importante mecanismo de prevenção e mitigação da sinistralidade rodoviária”, permitindo detetar anomalias mecânicas e deficiências em sistemas fundamentais, como travagem, direção, iluminação ou pneus.
Segundo a força policial, circular com um veículo sem inspeção válida representa não apenas uma infração legal, mas também “um potencial risco acrescido” para a ocorrência de acidentes rodoviários.
No caso dos veículos ligeiros de passageiros, a primeira inspeção deve ser realizada até quatro anos após a data da primeira matrícula. Posteriormente, a inspeção passa a ser obrigatória de dois em dois anos até o veículo completar oito anos, tornando-se anual a partir dessa altura.
A PSP recorda ainda que todos os veículos devem cumprir a inspeção até ao dia e mês da matrícula, podendo a mesma ser realizada nos três meses anteriores à data limite, conforme previsto no Decreto-Lei n.º 144/2012.
No comunicado, a autoridade destaca também a diferença entre o custo da inspeção — atualmente fixado em 37,89 euros — e o valor da coima aplicável por incumprimento, que pode atingir os 250 euros, além de outras implicações legais e administrativas.
Na Região Autónoma da Madeira existem centros de inspeção no Funchal, Câmara de Lobos e Santa Cruz, além de um centro móvel.
A PSP garante que continuará a desenvolver ações de fiscalização direcionadas para a verificação das condições legais e de segurança dos veículos em circulação, reforçando o compromisso com a promoção de uma mobilidade mais segura.
“A segurança rodoviária é uma responsabilidade partilhada”, refere ainda a nota, acrescentando que garantir boas condições de circulação dos veículos “pode fazer a diferença na prevenção de acidentes e na salvaguarda de vidas humanas”.