O Serviço Regional de Proteção Civil emitiu esta tarde um novo aviso à população devido às condições meteorológicas adversas causadas pela passagem da depressão Therese.
Apesar de, a partir da manhã de amanhã, as previsões de instabilidade começarem a diminuir, a Proteção Civil alerta que “o estado do tempo continuará a ser condicionado pela depressão Therese centrada a sul da Região Autónoma da Madeira, em deslocamento para sul/sueste”.
Assim, “prevê-se, até à manhã da próxima terça-feira, 24 de março, a manutenção de períodos de céu muito nublado, com ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada no território regional”.
O vento será fraco a moderado do quadrante leste, por vezes forte nas terras altas.
Em função das condições meteorológicas previstas, é expectável que haja a possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia; e o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública. O piso rodoviário deverá estar escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água, sendo esperada a ocorrência de inundações em zonas urbanas.
São também esperadas dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis, além de desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
Face a estas previsões, o Serviço Regional de Proteção Civil recorda que “o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações”.
Por isso, apela à adoção de medidas de autoproteção adequadas e ao planeamento das deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
Deve também ser garantida a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas; assegurada a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas, adotados cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte; e adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.
A Proteção Civil pede ainda para serem respeitadas as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas; não circularem por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas; terem especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras; adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias; evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; e, por fim, estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das forças de segurança.