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PCP exige "fim das provocações" dos EUA contra a China

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Data de publicação
02 Agosto 2022
20:03

O PCP exigiu hoje o "fim das provocações" dos Estados Unidos com a visita da presidente da Câmara dos Representantes a Taiwan e apelou ao Governo português para se demarcar da "ingerência do imperialismo" contra a China.

Em comunicado, os comunistas exigiram o "fim das provocações" dos Estados Unidos da América (EUA) na região da Ásia e do Pacífico, "das quais o Governo português se deve demarcar, o respeito pela soberania e não ingerência do imperialismo na República Popular da China".

O PCP expressou "profunda preocupação com os últimos desenvolvimentos da situação" em Taiwan, que na ótica do partido é resultado da "provocação montada" por Washington.

"Não deixando de estar relacionada com a situação interna dos EUA e as eleições em curso, esta provocação (…) insere-se na estratégia de confrontação crescente do imperialismo contra a República Popular da China, instrumentalizando Taiwan e fomentando o separatismo para pôr em causa o "princípio de uma só China", que os EUA têm vindo a seguir", completou o partido.

A estratégia dos Estados Unidos, na ótica do partido, é indissociável "da perigosa estratégia agressiva e belicista" de Washington, a Aliança do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e da União Europeia (UE), e representam uma "séria ameaça à paz".

A líder do Congresso norte-americano aterrou cerca das 15:43 (hora de Lisboa) em Taiwan, apesar de a China ter ameaçado com "consequências desastrosas" caso se confirmasse a visita de Nancy Pelosi àquele território.

"Caças Su-35 chineses começaram a cruzar o estreito de Taiwan", que separa a China continental da ilha reivindicada por Pequim, assim que o avião de Pelosi começou a descer para aterrar, segundo anunciou a televisão estatal chinesa CGTN.

Já hoje de manhã, a agência de notícias de Taiwan CNA informou que um navio contratorpedeiro, várias fragatas e navios de telecomunicações da Marinha de Guerra chinesa estavam a caminho da ilha de Lanyu, no sudeste de Taiwan.

Também os Estados Unidos mobilizaram porta-aviões próximos do estreito de Taiwan e estão em estado de alerta.

Entretanto, a China considerou hoje que a visita da líder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, "à região chinesa de Taiwan" demonstra uma atitude "extremamente perigosa" dos Estados Unidos e anunciou que vai efetuar exercícios navais militares a partir de quinta-feira.

Num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirma condenar veementemente a visita de Pelosi, que "desconsiderou as severas advertências" de Pequim, e "envia sinais errados" às "forças separatistas que procuram a independência de Taiwan".

"[A visita] é uma grave violação ao princípio de uma só China. […] Tem um grande impacto nas relações políticas entre a China e os Estados Unidos e infringe gravemente a soberania e a integridade territorial da China, prejudicando gravemente a paz e a estabilidade em todo o estreito de Taiwan", lê-se no comunicado, que adianta que Pequim já apresentou "fortes protestos" contra os EUA.

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