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Portugal tem mais oito praias com Qualidade de Ouro, duas delas na Madeira

Data de publicação
04 Maio 2026
8:27

Portugal vai ter este ano 434 praias com Qualidade Ouro, mais oito do que em 2025, anunciou a associação de conservação da natureza Quercus, responsável pela atribuição desta distinção ambiental.

Do total de praias com Qualidade de Ouro distinguidas em 2026, 370 estão localizadas maioritariamente em zonas costeiras (85%), 53 em zonas interiores (12%) e 11 em áreas de transição (3%), quantificou a Quercus, frisando que as regiões Tejo/Oeste e Algarve são as “mais galardoadas”, com 93 e 86 praias, respetivamente.

Em termos municipais, Vila Nova de Gaia (19), Albufeira (19), Almada (17), Matosinhos (13), Vila do Bispo (12) e Torres Vedras (12) são os concelhos com maior número de distinções em 2026.

A associação ambientalista destacou que Norte, a Madeira e o Algarve são as regiões onde se registam as maiores subidas, com mais cinco, mais três e mais duas praias distinguidas com Qualidade de Ouro do que em 2025, respetivamente.

O Alentejo sofreu uma “ligeira descida”, com menos duas praias classificadas do que em 2025, contrapôs a Quercus, referindo que as regiões de Tejo/Oeste, Centro e Açores mantiveram o número de distinções do ano passado.

Estreiam-se nesta listagem a praia de Fontes (interior), em Abrantes, na região Tejo/Oeste, e a praia de Boaventura (costeira), em Santa Cruz, na região autónoma da Madeira.

A associação explicou que esta distinção é atribuída há 15 anos, antes do início da época balnear, às praias portuguesas que apresentam qualidade da água nas análises efetuadas nos laboratórios das Administrações Regionais Hidrográficas.

Para para obter a classificação de Qualidade de Ouro, têm de “ter uma qualidade da água ‘excelente’ na classificação anual das cinco épocas balneares anteriores à última (neste caso, entre 2020 e 2024)”.

Devem também ter alcançado, em todas as análises realizadas na mais recente época balnear (2025), “resultados melhores” para determinados indicadores bacterianos.

Nas águas costeiras e de transição, “todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100 ml [unidade formadora de colónicas por mililitro] para os Enterococos intestinais e inferiores a 250 ufc/100 ml para a Escherichia coli”, precisou a Quercus, referindo-se a um dos indicadores bacterianos analisados.

No que respeita às águas interiores, “todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 200 ufc/100 ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 500 ufc/100 ml para a Escherichia coli”, prosseguiu.

Para a obtenção do galardão, as praias devem também ter concluído a última época balnear (2025) sem qualquer registo de “ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia”.

Segundo uma portaria publicada em Diário da República, este ano a época balnear decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro. Dentro deste período, os municípios definem a respetiva época balnear.

No dia 15 de abril a temporada arrancou na praia de Porto Moniz, na Madeira e na sexta-feira, 01 de maio, em 13 praias do concelho de Cascais, distrito de Lisboa, e quatro da Madeira.

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