Cerca de 3.800 clientes da E-Redes estavam às 18:30 de hoje sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro, devido ao mau tempo, com a depressão Ingrid, revelou à Lusa fonte da empresa.
Pelas 18:30, o distrito de Aveiro era o mais afetado pelos constrangimentos na rede elétrica, indicou fonte da E-Redes.
De acordo com a empresa de distribuição de energia elétrica, durante a madrugada de hoje foram afetados “cerca de 20 mil clientes”, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Pelas 12:00 estavam sem energia elétrica cerca de 6.500 clientes, número que diminuiu às 14:00 para cerca de 4.300, subiu às 15:00 para cerca de 5.400 e voltou a descer às 18:30 para cerca de 3.800, segundo dados da E-Redes, que ressalva que a situação é dinâmica face ao impacto das condições meteorológicas adversas.
Para responder aos constrangimentos na rede elétrica, as equipas da E-Redes estão no terreno a acompanhar os trabalhos necessários, junto das entidades de proteção e segurança.
“A rede elétrica foi impactada pelas condições meteorológicas adversas que afetaram o continente nas últimas horas nas regiões Norte e Centro, em particular nos distritos de Braga, Leiria e Porto”, indicou pelas 12:00 fonte da empresa.
Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes ativou preventivamente o Plano de Atuação em Crise, permitindo o reforço dos meios técnicos e operacionais, para assegurar a “adequada capacidade de resposta”.
“As equipas vão permanecer mobilizadas, enquanto se mantiverem condições atmosféricas adversas, para fazer face a eventuais constrangimentos na rede”, adiantou.
Portugal continental registou, entre as 16:00 de quinta-feira e as 17:00 de hoje, 722 ocorrências relacionadas com o mau tempo, devido à passagem da depressão Ingrid, e foram deslocadas sete pessoas, designadamente duas em Alcobaça (distrito de Leiria), duas no Cartaxo (distrito de Santarém) e três em Cascais (distrito de Lisboa), revelou a Proteção Civil.
As ocorrências são sobretudo queda de árvores, com 238 situações, limpeza de vias, com 195, queda de estruturas, com 117, inundações, com 89, e movimentos de massa, com 83, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que indicou que as sub-regiões mais afetadas foram Coimbra, Área Metropolitana do Porto e Grande Lisboa.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
Este nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) vigora desde as 16:00 de quinta-feira e até às 23:59 de sábado, e aplica-se a todo o território do continente “à exceção do Alentejo Central e do Baixo Alentejo”.
Prevê-se chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido vários avisos vermelhos (o mais grave numa escala de três), laranja (o segundo mais grave) e amarelo.
Os Açores e a Madeira também estão sob vários avisos amarelos e laranja.