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Zelensky demite chefe de departamento de coronéis acusados de conspirar para matá-lo

Data de publicação
09 Maio 2024
20:37

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu hoje o chefe do Departamento de Proteção do Estado (UDO), a que pertenciam até há dois dias dois coronéis detidos por alegado envolvimento numa conspiração russa para assassiná-lo.

No entanto, a destituição de Serhi Rudi decorreu no âmbito de um processo de remodelação das altas patentes das Forças Armadas. Hoje foi também nomeado o novo comandante das Forças de Operações Especiais, Oleksander Trepak.

No início desta semana, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) deteve dois coronéis do UDO pelo seu alegado envolvimento numa conspiração russa para matar o chefe de Estado ucraniano.

O SBU indicou que os detidos tinham “passado” informações aos serviços de segurança russos, que procuravam entre os militares ucranianos que trabalham na segurança de Zelensky alguém que pudesse sequestrá-lo e assassiná-lo.

Além do assassínio de Zelensky, o alegado plano incluía também os do chefe do SBU, Vasili Maliuk, e do chefe do Serviço de Informações do Ministério da Defesa, Kirilo Budanov, que pretendiam matar antes da Páscoa ortodoxa.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991, após a desagregação da antiga União Soviética, e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os dois beligerantes mantêm-se irredutíveis nas suas posições territoriais e sem abertura para cedências negociais.

Os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Já no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas têm-se confrontado com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais.

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