A autoridade reguladora da aviação americana (FAA, sigla original) “proibiu” hoje as companhias aéreas registadas nos Estados Unidos de operar no espaço aéreo das Caraíbas, invocando os perigos associados à atividade militar após os ataques americanos na Venezuela.
A FAA emitiu uma “proibição” de voos sobre vários destinos na região “devido aos riscos de segurança [...] associados à atividade militar em curso”, noticia a agência de notícias France Presse (AFP).
Os Estados Unidos da América (EUA) lançaram hoje “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região.