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Ucrânia: UE vai avançar com trabalho para lançar missão de treino militar

JM-Madeira

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Data de publicação
30 Agosto 2022
17:35

Os Estados-membros da União Europeia concordaram hoje em iniciar o trabalho com vista ao lançamento de uma missão de assistência militar para as Forças Armadas ucranianas, disse o Alto Representante, após uma reunião de ministros da Defesa em Praga.

Na conferência de imprensa no final da reunião informal de ministros da Defesa da União Europeia (UE), que assinala a ‘rentrée’ política comunitária após as férias de verão, e que será seguida já hoje à tarde de uma reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros, também em Praga, Josep Borrell adiantou que não foi tomada hoje nenhuma decisão, dado o cariz "informal" do encontro, mas garantiu que a ideia de uma missão de treino recebeu o apoio claro de "todos os Estados-membros".

"Há muitas iniciativas de treino em curso [por parte de alguns Estados-membros], mas as necessidades são enormes e precisamos de assegurar a coerência destes esforços. E posso dizer que todos os Estados-membros concordaram claramente com isso e em lançar o trabalho necessário para definir os parâmetros para uma missão de assistência militar da UE para a Ucrânia", disse o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança.

Apontando que é necessário um "trabalho preparatório, para definir os parâmetros legais e operacionais da missão", e reconhecendo que a UE necessita de ser "rápida e ambiciosa", demonstrando "o valor acrescentado e flexibilidade" de uma tal missão, Borrell sublinhou que a mesma será definida "sempre com base nas necessidades das Forças Armadas da Ucrânia", razão pela qual o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, participou hoje nos trabalhos.

Segundo o Alto Representante, o ministro teve oportunidade de dar conta das necessidades das Forças Armadas ucranianas "a curto, médio e longo prazo", indicando as principais necessidades a nível de atividades de treino e formação a diferentes níveis, e com diferentes horizontes temporais, o que permitirá à UE iniciar o trabalho com vista a definir os moldes da missão de assistência.

"Vamos avançar rapidamente com este trabalho", assegurou Josep Borrell.

Portugal esteve representado nesta reunião pela ministra Helena Carreiras, que manifestou o apoio de Portugal à proposta de criação de uma missão de treino de alto nível da UE para o exército ucraniano, colocada sobre a mesa pelo Alto Representante.

"Da parte de Portugal, o que venho fazer é manifestar de novo o nosso apoio à Ucrânia, como temos feito, e manifestar também a nossa vontade de contribuir para a unidade da UE e dos aliados de um modo geral neste esforço conjunto. E, nesse sentido, apoiaremos uma iniciativa de estender este esforço à oferta de treino, à proposta de uma nova missão de treino das forças ucranianas", disse hoje de manhã a ministra, que em junho passado já dera conta da disponibilidade de Portugal para treinar militares ucranianos.

"A nossa ideia e a nossa proposta de apoiar com treino as forças ucranianas acaba por ter correspondência nesta proposta também da Comissão e do Conselho e, portanto, creio que a questão será como podemos fazer esse trabalho. Mas seguramente corresponde àquilo que foi e é a nossa intenção de apoio continuado à Ucrânia", comentou Helena Carreiras.

Depois de ter acolhido a reunião informal de ministros da Defesa, a capital da República Checa - país que assume a presidência semestral rotativa do Conselho da União até final do ano - acolhe a partir desta tarde, e até quarta-feira, uma reunião informal dos chefes de diplomacia dos 27, com a participação de João Gomes Cravinho.

Estas reuniões ministeriais informais da UE têm lugar poucos dias depois de se terem assinalado seis meses sobre o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro.

A ofensiva russa já causou a fuga de quase 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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