O incêndio mortal que devastou um bar na estação de esqui suíça de Crans-Montana, no cantão de Valais (sudoeste), causou, até ao momento, 40 mortes e 119 feridos, entre eles uma cidadã portuguesa, informou hoje a polícia suíça.
Entre os 114 feridos confirmados (são 119 contabilizados até agora), figuram 14 franceses, 11 italianos e quatro sérvios.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português avançou à agência Lusa, uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os feridos do incêndio, existindo ainda uma outra desaparecida.
A fonte oficial do MNE indicou que ainda se desconhece o estado de saúde da portuguesa ferida, devendo durante a tarde obter-se mais pormenores. A mesma fonte disse ainda que há outra mulher de nacionalidade portuguesa desaparecida.
As autoridades suíças contabilizaram até ao momento 40 mortos, admitindo que o número de vítimas mortais possa aumentar.
Por outro lado, adiantaram que cerca de 50 feridos foram transferidos para vários países europeus, quatro deles para a Bélgica.
“Cerca de 50 feridos foram transferidos ou serão transferidos em breve para países europeus, para unidades especializadas em grandes queimados”, informou Mathias Reynard, presidente do governo do cantão do Valais, durante uma conferência de imprensa em Sion.
Também numa conferência de imprensa, a procuradora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou hoje que os dois gerentes franceses do bar que foi devastado na noite de Ano Novo por um incêndio mortal já foram interrogados.
“Tudo indica que o fogo teve origem em velas incandescentes ou fogos de artifício que foram colocados em garrafas de champanhe e que estavam muito próximos do teto. A partir daí, ocorreu uma combustão rápida, muito rápida e generalizada», declarou Pilloud.
Ainda em relação ao apoio médico de países vizinhos, o Governo de França anunciou o envio de uma equipa de médicos militares franceses ara a Suíça para uma “missão de avaliação de feridos por queimaduras com vista à sua evacuação”,
Esta equipa, composta por um cirurgião plástico, um anestesista, uma enfermeira especializada e um médico dos bombeiros, já chegou ao local do incêndio, onde deverá permanecer vários dias para apoiar o trabalho das autoridades sanitárias suíças e participar na avaliação dos feridos queimados de forma a garantir condições para os transportar para França.
Em França, os serviços de tratamento de grandes queimados do Serviço de Saúde das Forças Armadas foram colocados em alerta, nomeadamente nos hospitais militares de Percy, em Clamart, nos arredores de Paris, e de Sainte-Anne, em Toulon, “em estreita cooperação com o Ministério da Saúde para a distribuição adequada, a curto e médio prazo, dos doentes queimados provenientes da Suíça”.
“Até hoje à noite, a França terá igualmente acolhido 11 pessoas nos hospitais de Lyon, Metz, Nantes e da região parisiense, entre as quais três cidadãos suíços”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, na rede social X.
“As necessidades serão reavaliadas diariamente e continuaremos a prestar assistência aos nossos vizinhos tanto quanto for necessário”, acrescentou o ministro.